00:53 28 Fevereiro 2020
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    A oposição decidiu obstruir a votação desta quarta-feira na Câmara dos Deputados, na qual o plenário deverá autorizar (ou não) o Supremo Tribunal Federal (STF) a apreciar a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria da Presidência).

    O trio de peemedebistas foi denunciado pelos crimes de organização criminosa e obstrução da Justiça.

    A revelação da tática oposicionista foi feita em entrevista exclusiva do deputado federal Ênio Verri (PT-PR) à Sputnik Brasil.

    "Decidimos obstruir a votação como forma de mobilizar a sociedade brasileira para os gravissimos fatos que estão acontecendo no país e que representam uma verdadeira ameaça à democracia. Nós, os deputados oposicionistas, participamos de um ato de protesto no Salão Verde do Congresso enquanto a sessão transcorria na manhã de hoje [quarta-feira]. Pretendemos adiar a votação em, pelo menos, dez dias para que a sociedade perceba e se conscientize da importância do que está em jogo", disse Verri.

    Na opinião do petista, é preciso que o país perceba o custo da manutenção de Temer na Presidência da República. E a falta de quórum é uma das armas que a oposição pretende usar.

    "A permanência de Michel Temer no governo está custando muito caro ao Brasil. Também decidimos que não registraremos a presença em plenário, de modo que, acreditamos, não será possível atingir o quórum qualificado de 342 deputados (2/3 da Câmara) para que possa haver a votação. Seguimos mobilizados e pretendemos que toda sociedade se una a nós", concluiu.

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    Tags:
    obstrução, política, corrupção, denúncia, STF, PGR, Câmara dos Deputados, Ênio Verri, Eliseu Padilha, Moreira Franco, Michel Temer, Brasília, Brasil
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