15:44 25 Setembro 2017
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    Metroviários de Belo Horizonte discutem em assembleia paralisação do sistema

    Metrô de BH: uma negociação difícil de entrar nos trilhos

    Sindimetro-MG/Divulgação
    Brasil
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    A greve dos metroviários de Belo Horizonte, marcada para esta segunda-feira, 11, por tempo indeterminado, não ocorreu, mas pode acontecer depois do próximo dia 20, quando o Tribunal Superior do Trabalho (TST) vai intermediar nova rodada de negociação entre a categoria e a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU).

    A informação foi dada pelo presidente do Sindicato dos Metroviários de Minas (Sindimetro-MG), Romeu Neto. Falando à Sputnik, o dirigente explicou que assembleia da categoria havia decidido,no domingo, a paralisação de todo o sistema, mas o anúncio de que o TST se comprometeu a intermediar uma nova audiência de conciliação no próximo dia 20 levou a suspensão da greve. "No dia seguinte (21), contudo, já temos nova assembleia marcada e, dependendo do resultado da reunião, podemos parar, sim", assegura Neto.

    Os metroviários de Belo Horizonte estão pedindo reajuste de 12,29%, equivalente às perdas salariais dos últimos anos, plano de saúde integral, Participação nos Lucros (PLR), adicional noturno com pagamento de 50% entre outras 116 cláusulas.

    "Desde abril iniciamos o processo de acordo coletivo e de lá para cá várias cláusulas foram consensuadas, algumas recusadas e outras remetidas ao nosso plano de cargos e salários.  Na nossa cláusula de reajuste estamos pedindo recomposição dos últimos cinco anos e em termos de ganho real em quatro níveis na tabela salarial", diz Neto, lembrando que várias dessas cláusulas remetem à época da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), como tíquete alimentação e horário flexível para estudantes.

    O presidente do Sindimetro-MG afirma que a CBTU é uma empresa vinculada ao Ministério das Cidades, portanto de âmbito federal, e por determinação do Ministério do Planejamento, não está autorizada a discutir reajustes de qualquer categoria, atendendo assim à determinação do governo federal de corte de despesas para cumprimento da meta do déficit fiscal deste ano e de 2018. Pelo acordado entre sindicato e empresa, as cláusulas do acordo poderiam ser homologadas na reunião do dia 20 e apenas a questão do percentual de reajuste, não havendo consenso, seguiria para apreciação dos ministros do TST. "A CBTU não teve autorização para oferecer qualquer índice: o reajuste é zero"”, afirma o dirigente.

    Terceiro estado mais rico do Brasil, atrás de São Paulo e Rio de Janeiro, Minas Gerais corre o risco de enfrentar uma onda de greves no serviço público devido ao aperto financeiro a que está sendo submetido.

    O metrô de Belo Horizonte é um dos maiores do Brasil, transporta uma média de 210 mil passageiros/dia, tem extensão de 28,9 quilômetros e 19 estações.

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    Tags:
    salários, déficit, greve, infraestrutura, sociedade, transporte, Ministério das Cidades, Tribunal Superior do Trabalho, Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), Ministério do Planejamento, Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Sindicato dos Metroviários de Minas (Sindimetro-MG), Romeu Neto, Minas Gerais
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