20:28 23 Outubro 2018
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    Dilma Rousseff e Lula.

    PGR denuncia Lula, Dilma e integrantes do PT por organização criminosa

    © AP Photo / Eraldo Peres
    Brasil
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    O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ofereceu ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma denúncia contra integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) no início da noite desta terça-feira.

    Entre os citados estão estão os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, além dos ex-ministros Antônio Palocci, Guido Mantega, Edinho Silva, Paulo Bernardo.

    A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente do partido, e o ex-tesoureiro João Vaccari Neto também constam na mesma denúncia (leia a íntegra), que foi encaminhada ao ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF.

    "Pelo menos desde meados de 2002 até 12 de maio de 2016, os denunciados integraram e estruturaram uma organização criminosa com atuação durante o período em que Lula e Dilma Rousseff sucessivamente titularizaram a Presidência da República, para cometimento de uma miríade de delitos, em especial contra a administração pública em geral", escreveu Janot.

    A denúncia diz respeito a um dos quatro inquéritos abertos no Supremo para investigar quadrilhas que supostamente se beneficiaram do esquema de corrupção montado na Petrobras.

    Além dos políticos do PT, há uma investigação voltada a integrantes do PP, uma focada no PMDB da Câmara, e outra no PMDB do Senado.

    “[O PT é] o segmento da organização é parte de uma organização criminosa única, que congrega, pelo menos, os partidos PT, PMDB e PP, bem como núcleos diversos (econômico, administrativo e financeiro)”, apontou outro trecho da denúncia de Janot.

    De acordo com a PGR, as ações criminosas praticadas voltaram-se especialmente para a arrecadação de propina por meio da utilização de diversos entes e órgãos públicos da Administração Pública direta e indireta, tais como a Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras), do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).

    Segundo a denúncia, o esquema desenvolvido no âmbito desses órgãos permitiu que os denunciados recebessem, a título de propina, pelo menos, R$ 1,4 bilhão.

    Ainda na denúncia, Lula é descrito, "de 2002 até maio de 2016", como "uma importante liderança, seja por que foi um dos responsáveis pela constituição da organização e pelo desenho do sistema de arrecadação de propina, seja por que, na qualidade de Presidente da República por 8 anos, atuou diretamente na negociação espúria em torno da nomeação de cargos públicos com o fito de obter, de forma indevida, o apoio político necessário junto ao PP e ao PMDB para que seus interesses e do seu grupo político fossem acolhidos no âmbito do Congresso Nacional".

    "Lula foi o grande idealizador da constituição da presente organização criminosa, na medida em que negociou diretamente com empresas privadas o recebimento de valores para viabilizar sua campanha eleitoral à presidência da República em 2002 mediante o compromisso de usar a máquina pública, caso eleito (como o foi), em favor dos interesses privados deste grupo de empresários", explicou Janot na denúncia.

    Embora não esteja implicado na denúncia, o presidente Michel Temer (PMDB) é citado 18 vezes ao longo da denúncia contra os petistas.

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    Tags:
    organização criminosa, quadrilha, política, corrupção, Operação Lava Jato, STF, PGR, PT, Partido dos Trabalhadores, Luiz Edson Fachin, Edinho Silva, Guido Mantega, Antonio Palocci, João Vaccari Neto, Paulo Bernardo, Gleisi Hoffmann, Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva, Rodrigo Janot, Brasil
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