11:59 19 Novembro 2017
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    Temer se reúne com núcleo institucional para tratar da crise prisional do país

    Dono da JBS chama Temer de 'ladrão geral da República' após ofensa do Planalto

    Beto Barata/PR
    Brasil
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    O empresário Joesley Batista, um dos donos o frigorífico JBS, divulgou nota neste sábado em que chamou o presidente Michel Temer (PMDB) de "ladrão geral da República", afirmando ainda que o peemedebista envergonha o país.

    O comunicado seria uma resposta a uma nota divulgada na noite de sexta-feira, na qual o Palácio do Planalto se referia a Joesley como "grampeador geral da República", em referência ao áudio que o empresário gravou, em março, e que fez Temer ser investigado.

    Beneficiado pela delação premiada acordada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), Joesley ainda pediu respeito ao mecanismo, previsto em lei e que permite benefícios a quem comete crimes e colabora para o esclarecimento de outras infrações.

    "A colaboração premiada é por lei um direito que o senhor presidente da República tem por dever respeitar. Atacar os colaboradores mostra no mínimo a incapacidade do senhor Michel Temer de oferecer defesa dos crimes que comete. Michel, que se torna ladrão geral da República, envergonha todos nós brasileiros", afirmou Joesley, em nota.

    Diante da expectativa de uma segunda denúncia contra Temer, que deve ser oferecida nos próximos dias pela PGR, a Secretaria de Comunicação do Planalto divulgou um comunicado na sexta-feira, no qual criticou o envio de novas informações feito pela JBS.

    "Outro agravante é o fato de o grampeador-geral da República ter omitido o produto de suas incursões clandestinas do Ministério Público. No seu gravador, vários outros grampos foram escondidos e apagados. Joesley mentiu, omitiu e continua tendo o perdão eterno do procurador-geral. Prêmio igual ou semelhante será dado a um criminoso ainda mais notório e perigoso como Lúcio Funaro?", disse a nota do Planalto.

    Prestes a ser homologada, a delação premiada de Funaro deve integrar a segunda denúncia contra Temer, a ser feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot – este acusado pelo Planalto como alguém com "vontade inexorável de perseguir o presidente".

    Funaro confirmou em sua colaboração que Joesley comprou sim o seu silêncio. Além de Temer, o operador teria citado na sua delação o ex-deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ao menos 20 políticos do entorno do ex-presidente da Câmara.

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    Tags:
    Operação Lava Jato, delação premiada, política, corrupção, Palácio do Planalto, JBS, PGR, Eduardo Cunha, Rodrigo Janot, Lúcio Funaro, Michel Temer, Joesley Batista, Brasil
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