01:00 04 Julho 2020
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    O slogan "acelera" virou "accélère". O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), está na França e encontrou-se o presidente francês, Emmanuel Macron. O tucano considerou a reunião uma "experiência única" e cada vez menos esconde sua pretensão de ser candidato nas eleições presidenciais de 2018.

    Em um vídeo divulgado do encontro, Doria conta ao mandatário francês sobre sua vitória no primeiro turno nas eleições municipais de São Paulo, em 2016.

    Durante a coletiva de imprensa após a reunião — Doria está na França, oficialmente, para participar de um fórum econômico —, o tucano afirmou que considera Macron uma "inspiração".

    O atual mandatário francês varreu a política francesa com uma ascensão meteórica e desbancou os tradicionais partidos políticos para eleger-se presidente, em maio.

    Uma possível candidatura de Doria, contudo, seria mais complexa do que o encontrado no cenário francês, avalia o cientista político Augusto Cattoni em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil:

    "No Brasil vai ser um pouco mais difícil porque dificilmente Doria conseguiria uma maioria no Congresso tão expressiva quanto ao que o Macron recebeu".

    Nas eleições legislativas de junho, a coligação do presidente francês conquistou 350 cadeiras de 577 vagas possíveis.

    Ainda assim, Cattoni destaca que Doria é um nome competitivo para o pleito de 2018 já que o desgaste dos atores políticos tradicionais "fortalece o surgimento de um outsider". O atual prefeito de São Paulo tem mais chances que seu padrinho político, Geraldo Alckmin, e que o ex-presidente Lula, avalia Cattoni.

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    Tags:
    João Doria, Emmanuel Macron
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