22:31 22 Outubro 2017
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    Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidentes do Brasil (arquivo)

    Lula e Dilma participam de ato em defesa do Estado de direito no Rio de Janeiro

    © AP Photo/ Eraldo Peres
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    Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff estão reunidos com outros políticos, estudantes e ativistas na Faculdade Nacional de Direito, no Rio de Janeiro, em um evento organizado para contestar os rumos da atual política nacional e defender a pré-candidatura de Lula à presidência.

    O ato tem como foco reforçar a imagem de inocência dos ex-chefes de Estado petistas diante das situações adversas que os dois enfrentam ou enfrentaram. Segundo o PT e aliados, Dilma, que deixou o cargo no ano passado após um processo de impeachment, foi alvo de um golpe que ainda está em vigor e, agora, vitima Lula, réu em seis ações na Justiça e condenado em primeira instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

    Em seu discurso, a ex-presidenta reforçou a ideia de rompimento democrático e criticou as medidas adotadas pelo atual governo federal e as acusações feitas contra Lula, quem, de acordo com ela, tem totais condições de ser eleito novamente no ano que vem.

    "Não há prova, não há indícios e não há base de sustentação na denúncia contra o ex-presidente. Lula é inocente. Essa denúncia se dá pelos nossos acertos e não pelos nossos erros."

    Se dizendo vítima de perseguição por parte da grande mídia e de certos setores do Poder Judiciário, Luiz Inácio também discursou com base nas acusações e na condenação a ele impostas, atacando diretamente o juiz Sérgio Moro. 

    "Eu não tenho que provar minha inocência, eles é que têm de provar minha culpa", declarou.

    Além de se defender, o ex-presidente também aproveitou para falar sobre as conquistas do seu governo, principalmente no que diz respeito à educação e ao combate à desigualdade e à pobreza, e para atacar seus opositores.

    "O que eles não se conformam é que nós colocamos o jovem pobre para estudar. Querem nos condenar porque fizemos 472 escolas técnicas enquanto eles não fizeram nada. Tudo o que eles conseguiram fazer nesse país contra nós foi parir um Bolsonaro", afirmou Lula. 

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    Tags:
    Estado de direito, democracia, ato, golpe, PT, UFRJ, Faculdade Nacional de Direito, FND, Sérgio Moro, Jair Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva, Lula, Rio de Janeiro, Brasil
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