15:13 29 Maio 2020
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    Dono de 65% de desconfiança da população brasileira, o Congresso Nacional custa aos cofres públicos, a cada hora ao longo de um ano inteiro, nada menos do que R$ 1,16 milhão. O montante é apenas um aspecto da austeridade nem sempre precisa dos governantes brasileiros.

    O dado foi compilado pela organização não-governamental (ONG) Contas Abertas, e leva em conta fins de semana, recessos parlamentares e as segundas e sextas-feiras, quando os parlamentares deixam a capital federal para fazer política em suas bases eleitorais.

    Cada um dos 513 deputados federais recebe um salário bruto de R$ 33,7 mil – superior ao do presidente da República e seus ministros, que ganham R$ 30,9 mil mensais. Adicionados outros benefícios, como verba de gabinete, cota de passagens para seus destinos eleitorais, reembolso com despesas de saúde, e o valor aumenta para números estratosféricos: juntos, os 513 deputados custam em média R$ 86 milhões ao mês, e um custo anual de R$ 1 bilhão.

    “As pessoas ficam muito restritas a quanto custa um parlamentar em si, com todas as suas mordomias. Isso custa caro, sim. Mas o Congresso tem uma estrutura muito maior que isso que consome recursos públicos, dificultando ainda mais o equilíbrio no orçamento”, avaliou o presidente da ONG, Gil Castello Branco.

    Tal Legislativo caro terá na próxima semana a missão de autorizar ou não o andamento de uma denúncia que pesa contra o presidente Michel Temer (PMDB). Já se sabe que repasses graúdos foram feitos aos parlamentares que se mostraram a favor do peemedebista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, no início do mês.

    Resta saber quanto mais tais apoios custarão aos cofres públicos, seja em emendas ou em cargos – o governo Temer possui pouco mais de um Maracanã apenas de funcionários comissionados.

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    Tags:
    austeridade, política, Câmara dos Deputados, Senado, Congresso, Contas Abertas, Gil Castello Branco, Michel Temer, Brasil
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