06:51 25 Junho 2019
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    Avião bimotor, matrícula PT-IIJ, interceptado pela FAB na região de Aragarças (GO) com mais de 600 kg de cocaína

    PF descarta que avião carregado com cocaína tenha decolado de fazenda de Blairo Maggi

    PM Goiás/FotosPúblicas
    Brasil
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    A Polícia Federal (PF) descartou nesta terça-feira que o avião carregado com 653 kg de cocaína, interceptado no último domingo pela Força Aérea Brasileira (FAB), tenha decolado da fazenda Itamarati Norte, arrendada pela Amaggi, empresa da família do ministro da Agricultura Blairo Maggi, no Mato Grosso.

    Após uma análise do GPS da aeronave, os policiais concluíram que o piloto Apoena Índio do Brasil Siqueira Rocha mentiu à FAB sobre o plano de voo. Ele e o copiloto Fabiano Júnior da Silva Tomé estão presos na sede da PF em Goiânia.

    O avião na verdade decolou de Cuiabá às 4h de domingo, pousando na Bolívia 2h40 depois. Em seguida, o avião voltou ao Brasil e o piloto planejava um pouso em Jussara, no noroeste de Goiás.

    Entretanto, acabou interceptado pela FAB antes de chegar ao seu destino. O piloto não informou porque mencionou a fazenda Itamarati Norte.

    Logo após as prisões e a interceptação da aeronave carregada com cocaína, o ministro Blairo Maggi usou o seu perfil em uma rede social para dizer que iria acompanhar as investigações, ponderando ainda que a fazenda citada inicialmente pelo piloto “é extensa e vulnerável à ação do tráfico internacional”.

    Em nota, a Amaggi declarou que “não tem qualquer ligação com a aeronave descrita pela FAB e não emitiu autorização para pouso/decolagem da mesma em qualquer uma de suas pistas”.

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    Tags:
    cocaína, narcotráfico, tráfico de drogas, Amaggi, Polícia Federal, Ministério da Agricultura do Brasil, Fabiano Júnior da Silva Tomé, Apoena Índio do Brasil Siqueira Rocha, Blairo Maggi, Goiás, Mato Grosso, Bolívia, Brasil
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