00:46 26 Setembro 2017
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    Manifestação realizada no Rio de Janeiro em 2014 contra a opressão do regime militar brasileiro, 50 anos após o golpe de 1964

    Comandante do Exército chama de 'fantasmas' os pedidos de intervenção militar no Brasil

    © AFP 2017/ VANDERLEI ALMEIDA
    Brasil
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    O comandante do Exército brasileiro, general Eduardo Villas Bôas, voltou a rechaçar nesta quinta-feira qualquer chance das Forças Armadas intervirem na crise política que assola o país. Ele considerou tais pedidos algo “sem pertinência”.

    “Já passou da hora de exorcizar esse fantasma. É um gasto de energia com algo que não tem nenhuma pertinência”, destacou o general durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado.

    Segundo Villas Bôas, os militares brasileiros têm compromisso com a democracia e com o estrito cumprimento da sua missão constitucional. Ele destacou que os pedidos de grupos minoritários por uma intervenção militar não possuem respaldo na caserna.

    Para exemplificar o que considera um “anacronismo” intervencionista, o comandante do Exército brasileiro relembrou a recente tentativa fracassada de golpe de setores militares contra o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

    Na mesma audiência, Villas Bôas já havia dito que o Brasil precisa de um projeto de soberania nacional e que a Amazônia “está abandonada”, o que a torna um alvo do interesse de estrangeiros. O general ainda pontuou a necessidade de investimentos nas Forças Armadas.

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    Tags:
    política, ditadura, democracia, militares, intervenção militar, golpe militar, Senado, Exército, Eduardo Villas Bôas, Brasil
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