11:18 22 Outubro 2019
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    Doleiro diz que operou caixa 2 do PMDB e que Temer tinha conhecimento, diz jornal

    Marcelo Camargo/Agência Brasil
    Brasil
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    Michel Temer e o silêncio de Eduardo Cunha (69)
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    Preso há quase um ano, o operador do mercado financeiro e doleiro Lúcio Funaro admitiu na última quarta-feira, em depoimento à Polícia Federal (PF), que operou um esquema de caixa 2 do PMDB e que o atual presidente da República, Michel Temer, tinha conhecimento das operações.

    Reportagem do jornal O Globo desta sexta-feira cita uma fonte que acompanhou o depoimento, e a mesma fonte diz que Funaro destacou o conhecimento de Temer, que presidiu o PMDB entre 2001 e 2016, das doações ilegais recebidas pelo partido. O grau de conhecimento, porém, não foi mencionado pela fonte.

    Ao longo de quarto horas, Funaro também negou ter recebido dinheiro de propina do empresário Joesley Batista, da holding J&F – a mesma que controla o frigorífico JBS –, que em delação premiada mencionou estar pagando o doleiro e o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em troca do silêncio de ambos.

    A irmã do doleiro, Roberta Funaro, foi presa com uma mala com R$ 400 mil, dinheiro que os investigadores suspeitam que seria fruto de pagamento de propina. Funaro negou a tese e disse que os recursos são fruto de pagamentos por serviços prestados legalmente.

    Nas últimas semanas, Funaro – visto como um aliado antigo de Cunha – contratou um advogado especializado em delações premiadas, o que fez crescer a expectativa de que ele possa colaborar com as investigações da Operação Lava Jato, possivelmente fornecendo informações que possam complicar Temer e pessoas próximas a ele.

    Ao Globo, a assessoria de Temer negou que o presidente tivesse conhecimento de qualquer doação de origem ilícita ao PMDB.

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    Tags:
    Operação Lava Jato, corrupção, política, PMDB, STF, J&F, JBS, Roberta Funaro, Joesley Batista, Eduardo Cunha, Lúcio Funaro, Michel Temer, Brasil
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