10:03 13 Dezembro 2019
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    O senador do PSDB Aécio Neves (foto de arquivo)

    Aécio é multado, denunciado pela PGR... mas continua recebendo salário e benefícios

    © REUTERS / Ueslei Marcelino
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    O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ofereceu denúncia contra o senador afastado Aécio Neves ao Supremo Tribunal Federal (STF) após as bombásticas delações do grupo J&F. Embora a vida política do mineiro possa estar ameaçada, a financeira, por hora, não corre riscos: o Senado ainda não decidiu se corta o salário dele: R$33 mil.

    Essa é a primeira denúncia oferecida contra Aécio. O senador, porém, responde a outros sete inquéritos no STF: cinco por desdobramentos das delações da Odebrecht, um por um esquema de corrupção em Furnas e o último por intervenções indevidas na CPI dos Correios em 2005.

    O destino de Aécio agora está nas mãos do relator do caso, Marco Aurélio Mello. É ele quem decide quando levará o pedido para análise na Primeira Turma do Supremo, oportunidade em que o senador pode se tornar réu e passar a responder a uma ação penal. A irmã de Aécio, Andrea Neves, o primo Frederico Pacheco e o advogado Mendherson Souza Lima também foram denunciados por corrupção passiva.

    Na mesma peça, Janot pede que o STF multe os irmãos Neves em R$ 6 milhões por danos morais e materiais. A defesa do senador reagiu à notícia com desgosto, afirmando lamentar que "diligências importantes" não tenham sido realizadas.

    Salário permanece intacto

    Mesmo assim, ao menos com o salário e os benefícios do cargo que ocupa ainda fluem para a conta bancária do senador mineiro. Informação exclusiva do Estadão mostrou que nos painéis do Senado, Aécio ainda é considerado parlamentar ativo e por isso recebe os R$ 33.763,00 de salário. O tucano também mantém 29 assessores, entre funcionários de gabinete e do escritório de apoio.

    A folha de pagamento fecha no próximo dia 10 e a Mesa Diretora se reúne na próxima quarta-feira, 7. Somente se houver parecer favorável na decisão é que o dinheiro será bloqueado, mas é pouco provável que isso aconteça.

    Em 2015, o ex-senador Delcídio do Amaral chegou a ser preso, mas manteve o benefício por ter sido considerado "parlamentar em licença".

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    Tags:
    corrupção passiva, corrupção, Furnas, CPI dos Correios, Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, Mesa Diretora do Senado Federal, Procuradoria Geral da República (PGR), Estadão, Odebrecht, Senado, Supremo Tribunal Federal, Mendherson Souza Lima, Frederico Pacheco de Medeiros, Andrea Neves, Marco Aurélio Mello, Delcídio do Amaral, Aécio Neves, Rodrigo Janot, Brasília
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