12:40 22 Outubro 2020
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    A manifestação em Brasília contra o governo de Michel Temer foi palco de um cenário de guerra nesta quarta-feira (24) com ininterruptas bombas de gás contra manifestantes e depredações de vidraças e prédios públicos. Três prédios da esplanada dos Ministérios ficaram em chamas.

    O professor de Educação Física do Instituto Federal Fluminense (IFF) e ativista do Coletivo Marxista, Gabriel Marques, conversou com a Sputnik Brasil e deu um relato sobre as manifestações contra o governo de Michel Temer desta quarta-feira.  

    Segundo ele, a violência em Brasília teve início quando os manifestantes se aproximaram do cordão de isolamento perto do Congresso Nacional.

    "Alguns manifestantes tentaram ultrapassar esse isolamento da grade e ocupar parte do gramado. A Polícia Militar e a Segurança Nacional, como já conhecemos há algum tempo, realizaram as ações de truculência e arbitrariedade, lançando gás de pimenta, bombas de gás lacrimogênio, balas de borrachas. Há relatos, inclusive, de que em alguns momentos foram realizados tiros com armas letais", diz o ativista.

    "A Polícia Militar e a Segurança Nacional foram acionadas para garantir a ordem dessa sociedade desigual, opressora e violenta que a gente acompanha", destacou.

    ​Ao comentar os confrontos entre a polícia e os manifestantes, o ativista foi na contramão da retórica do "vandalismo" e classificou as depredações provocadas pelos manifestantes como "medidas de resistência" contra os ataques policiais. 

    "E, pra resistir, os manifestantes queimaram alguns espaços, inclusive dois ministérios sofreram com incêndios, vidraças foram quebradas, pontos de ônibus, porque foram medidas de resistência e pra mostrar também que a população não aguenta mais ser recebida por um conjunto de ataques e aceitar isso de uma maneira pacífica ou passiva", disse o professor e ativista. 

    "Hoje foi mais uma ação de um governo golpista e ilegítimo contra a classe trabalhadora em movimento, pensando uma outra perspectiva para o seu país", concluiu.  

    Tags:
    reforma, manifestações, protesto, violência policial, Michel Temer, Bragança Paulista, Brasil
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