15:46 18 Novembro 2017
Ouvir Rádio
    Armas de pequeno porte da Taurus na feira de armamentos LAAD 2017, no Rio de Janeiro (arquivo)

    Taurus diz ser alvo de campanha difamatória motivada por interesses estrangeiros

    © Sputnik/ Renan Lúcio
    Brasil
    URL curta
    3235301213

    A Taurus, fabricante de revólveres e pistolas, habitual fornecedora de armamentos para as forças de segurança, reagiu com indignação à notícia de que a Polícia Militar de São Paulo vai abrir concorrência internacional para compra de novos armamentos.

    Empresa fundada em 1939 e sediada em São Leopoldo, Rio Grande do Sul, a Forjas Taurus S.A. (razão social da empresa) não quis se pronunciar em entrevista sobre a notícia divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo de que a Polícia Militar paulista abrirá concorrência (licitação) internacional para compra de 5 mil pistolas, 40 delas para a Tropa de Choque que inclui a unidade de elite da corporação, ROTA (Rotas Ostensivas Tobias de Aguiar).

    Envolvida em inúmeros relatos de supostos defeitos em suas armas ao longo dos últimos anos, a Taurus, que emprega 3 mil pessoas no Brasil e exporta para mais de 85 países, enviou uma nota oficial à Sputnik Brasil sobre o seu posicionamento e se disse alvo de uma campanha difamatória motivada por interesses comerciais de concorrentes estrangeiros, posto que é uma das maiores fabricantes do segmento no Brasil e passou recentemente por profunda reestruturação.

    "Essa campanha tem divulgado de forma constante notícias falsas sobre a empresa e é conduzida por interessados no enfraquecimento financeiro da Taurus. Os interessados em fragilizar a empresa exploram um sistema judicial já sobrecarregado, em benefício próprio. Recursos públicos têm sido desperdiçados em perícias e ações judiciais repetitivas para tentar, sem sucesso, corroborar a falsa notícia de que as armas da Taurus têm problemas."

    Ainda de acordo com a empresa, o Exército Brasileiro e o Ministério Público avaliaram armas da Taurus e comprovaram a ausência de falhas ou defeitos de projeto, e, em visita à unidade de São Leopoldo, o Exército também atestou a qualidade dos processos de fabricação, montagem e testes da companhia, que "realiza de maneira permanente e proativa a revisão gratuita de suas armas para as autoridades competentes".

    Segundo a Folha, nove empresas demonstraram interesse em participar da licitação internacional da Polícia Militar de São Paulo, força considerada a maior compradora de armas do país. A PM paulista tem orçamento de 14,8 bilhões de reais por ano e, nos últimos cinco anos, investiu 29 milhões de reais em compra de armas.

    A Sputnik Brasil não obteve resposta da Polícia Militar do Estado de São Paulo sobre pedido de entrevista para esclarecer as razões de substituir a Taurus por uma fornecedora de armamentos do exterior.

    Mais:

    Polícia descobre rota do tráfico de armas pesadas do Paraguai para o Rio
    Empresários e moradores realizam vaquinha e compram armas para a Polícia no Paraná
    Tags:
    armamentos, armas, Polícia Militar, Taurus, São Paulo, São Leopoldo, Rio Grande do Sul, Brasil
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik