15:16 03 Agosto 2020
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    O pesquisador brasileiro Eduardo Chianca Rocha foi preso na Rússia em 31 de agosto por portar quatro garrafas de chá de ayahuasca. Acusado de tráfico de drogas, ele foi condenado a seis anos e meio de prisão.

    O Itamaraty informou neste sábado que busca medidas para conseguir que Chianca seja transferido e cumpra a sentença imposta pela Rússia em território brasileiro. 

    "A Embaixada em Moscou continuará a prestar ao senhor Chianca Rocha toda a assistência consular cabível ao longo do período em que permanecer detido na Rússia”, declarou o Itamaraty em nota publicada neste sábado (13). 

    Garrafas de chá ayahuasca encontradas na bagagem de Eduardo Chianca Rocha
    © Foto / Alfândega de Domodedovo
    Garrafas de chá ayahuasca encontradas na bagagem de Eduardo Chianca Rocha

    O chá de ayahuasca contém a substância dimetiltriptamina (DMT), que é proibida na Rússia, mas aprovada no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Capaz de provocar efeitos psicodélicos, a DMT é tradicionalmente utilizada nos rituais do Santo Daime.

    Eduardo Chianca Rocha é engenheiro eletrônico de formação, mas abandonou a carreia para se dedicar à pesquisa de terapias holísitcas, que trabalham diagnósticos a partir da leitura dos chacras e seu equilíbrio.

    A situação do pesquisador paraibano chegou a ser discutida por Michel Temer e Vladimir Putin durante um encontro entre os líderes na cúpula dos BRICS em outubro de 2016. 

    Tags:
    ayahuasca, preso, condenado, drogas, Anvisa, Itamaraty, Rússia, Brasil
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