02:52 21 Janeiro 2018
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    Deltan Dallagnol

    MPF oferece nova denúncia contra Dirceu no dia de seu julgamento pelo Supremo

    Vladimir Platonow/Agência Brasil
    Brasil
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    O Ministério Público Federal ofereceu nova denúncia contra José Dirceu nesta terça-feira, dia 2. A acusação chega no mesmo dia que o Supremo Tribunal Federal (STF) pode decidir pela soltura do ex-ministro do governo Lula por meio de um habeas corpus apresentado por sua defesa.

    Dirceu já foi julgado e condenado duas vezes na Lava Jato pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas de mais de 32 anos de prisão. A defesa de Dirceu quer que a prisão preventiva dele seja revogada ou que seja transformada em prisão domiciliar.

    Nesta nova denúncia, Dirceu é acusado de 33 atos de lavagem de dinheiro envolvendo obras da Petrobras com as empresas UTC e Engevix. Segundo a Procuradoria, Dirceu recebeu de propina R$ 2,4 milhões entre 2011 e 2014.

    O procurador Júlio Noronha informou que parte desse valor foi usado para pagar uma empresa de comunicação, a "Entrelinhas", que tinha como função melhorar a imagem do ex-ministro durante o julgamento do mensalão.

    Foram denunciados também Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, que é irmão do ex-ministro; o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto; o ex-executivo da construtora Engevix Gerson de Mello Almada, e o ex-executivo da empreiteira UTC, Walmir Pinheiro Santana.

    "É uma acusação que amadureceu, estava para ser oferecida. Em razão da análise pelo Supremo Tribunal Federal de um habeas corpus referente a José Dirceu, houve a precipitação com objetivo de trazer a tona informações que são relevantes e pertinentes, que podem ser ou não consideradas pelo Supremo Tribunal Federal dentro da ampla independência de que goza aquele tribunal", disse o procurador Deltan Dallagnol em coletiva de imprensa.

    Apesar de denunciar Dirceu, os procuradores não pediram a prisão preventiva do petista, como costuma fazer a Lava Jato. Caso os procuradores tivessem pedido sua prisão preventiva, Dirceu poderia ser preso novamente, ainda que o Supremo decidisse pela sua liberação.

    “Para não dar margem a qualquer interpretação equivocada, nós decidimos nesse momento não realizar um novo pedido de prisão, nesse momento, nesse caso. Entendendo, evidentemente, que existe aí razões de sobra para a manutenção da prisão de José Dirceu, que ela é extremamente necessária e manifestando nossa plena convicção de que o Supremo Tribunal Federal manterá essa prisão hoje”, afirmou Dallagnol.

    Na semana passada, o STF decidiu pela soltura do pecuarista José Carlos Bumlai e do ex-tesoureiro do Partido Progressista João Cláudio Genu.

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    Tags:
    Lava Jato, Supremo Tribunal Federal, Ministério Público Federal, João Noronha, Deltan Dallagnol
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