09:54 26 Setembro 2017
Ouvir Rádio
    Temer nega qualquer acordão com os ex-presidente FHC e Lula sobre crise política com delações da Lava Jato

    Em resposta a greves, Temer chama manifestantes de 'privilegiados' e se compara a Thatcher

    Alan Santos/PR
    Brasil
    URL curta
    872367842

    Enquanto o Brasil pára com as greves gerais, o presidente Michel Temer declarou que não vai recuar com o posicionamento tanto em relação à reforma trabalhista quanto a mais dura, a previdenciária. O PMDBista se comparou à ex-premiê britânica Margaret Thatcher e disse estar convencido de que "esta é uma escolha certa para o país".

    O governo diz ainda que quem vai às ruas hoje é "um grupo de privilegiados" que terá algumas benesses cortadas. Na avaliação do presidente, são servidores públicos e sindicalistas. De acordo com informações do canal de TV Globo News, o governo avalia que os protestos podem virar o jogo e ter efeito positivo na aceitação das propostas, já que "trabalhadores estariam sendo impedidos de chegar ao local de trabalho".

    Temer chegou às 10h no Palácio do Planalto e se reúne com o ministro da Secretaria de Governo, Antônio Imbasasahy. Mais tarde, ele grava uma curta mensagem aos trabalhadores a ser exibida em redes sociais no dia 1 de maio.

    A estratégia do presidente é evitar a cadeia nacional de rádio e TV para não provocar protestos, algo semelhante ao que fazia a presidente Dilma Rousseff quando "panelaços" eram convocados a cada discurso em veículos de massa. Temer deve usar o video para defender ambas as reformas criticadas pelos protestos desta sexta. 

    Mais:

    Dia da greve geral: MTST bloqueia estrada na capital federal
    CSP-Conlutas: Greve geral não é só contra reformas, é para derrubar o governo
    Greve geral pode custar até R$ 16 bilhões à economia brasileira
    Tags:
    Ministério da Secretaria de Governo, TV Globo, Palácio do Planalto, Antonio Imbasashy, Michel Temer, Dilma Rousseff, Brasília, Brasil
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik