07:12 16 Dezembro 2017
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    Lula fala na eleição do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

    CUT: escândalos no governo e paralisia econômica impulsionam candidatura de Lula

    Ricardo Stuckert/Fotos Públicas
    Brasil
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    O aumento das denúncias de casos de corrupção envolvendo nomes do primeiro escalão do governo, a melhora da economia que não é sentida pela população e a rejeição crescente às reformas da Previdência e a trabalhista têm contribuído para o aumento das intenções de voto no ex-presidente Lula segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT).

    Pesquisa encomendada pela Central e divulgada hoje pelo Instituto Vox Populi mostra que Lula venceria com larga vantagem todos os candidatos na eleição de 2018 tanto no primeiro quanto no segundo turnos. A sondagem foi realizada com 2 mil pessoas em 118 municípios entre os dias 6 e 10 deste mês e tem margem de erro de 2,2% para menos ou para mais. Se o segundo turno, fosse hoje, Lula venceria  Aécio Neves (PSDB) por 50% a 17%, Marina Silva (Rede) por 49% a 19% e João Dória (PSDB) por 53% a 16%.

    O mesmo levantamento mostra um dado preocupante para o governo. A avaliação negativa do presidente Michel Temer, que atingiu 55% na última sondagem do instituto subiu agora para 65%, com apenas 5% dos entrevistados considerando boa ou ótima sua gestão. No Nordeste, no entanto, a desaprovação de Temer disparou para 78%. Da mesma foram, 93% das pessoas ouvidas desaprovam as medidas que vêm sendo anunciadas na reforma da Previdência.

    Para o secretário adjunto de Relações Internacionais da CUT, Ariovaldo Camargo, os números falam por si e demonstram o aumento da popularidade do ex-presidente Lula apesar de toda a onda de denúncias contra ele que vêm sendo divulgadas sistematicamente pela grande mídia.

    "Você tem um cenário que acaba favorecendo bastante esses números para o ex-presidente Lula, que é o fato das aparições, nas últimas semanas, na mídia eleitoral do próprio Partido dos Trabalhadores, bem como a participação dele na inauguração da transposição do Rio São Francisco na Paraíba, demonstrando, principalmente para a população de baixa renda, qual era importância que o presidente Lula dava, um olhar para os menos favorecidos. Somando-se a isso toda a onda de avalanche de denúncias contra todos os outros pré-candidatos, que apareciam até então de uma candura intocável, como Aécio Neves, Geraldo Alckmin, isso faz com que as pessoas tenham uma percepção e sentir saudade do período em que o presidente Lula estava no comando da economia do país", diz o secetário-adjunto da CUT.

    Camargo afirma que essa comparação se dá com a realidade de agora, de desemprego bastante elevado, de inflação que, embora em queda, não melhorou o padrão de vida dos brasileiros, uma vez que não há consumo e as famílias seguem endividadas. 

    "As pessoas começam a perceber que nunca estiveram num período tão ruim como estão agora, se comparados aos oito anos em que o presidente Lula estava no comando da política e da economia desse país. Isso faz com que as pessoas sintam saudade daquele momento. Quando do processo de impeachment da presidenta Dilma, Temer se apresentava como sendo alguém que ia colocar o país de volta no caminho do crescimento, do emprego, da valorização do salário. A população não sente isso e, ao não sentir isso, vê que as reformas destroem os direitos que os trabalhadores conquistaram ao longo da sua história", conclui o dirigente sindical, que cita os equívocos da reforma da Previdência e da trabalhista.

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    Tags:
    corrupção, sociedade, economia, popularidade, intenções de voto, eleições, PT, Instituto Vox Populi, CUT, Geraldo Alckmin, Michel Temer, Dilma Rousseff, Ariovaldo Camargo, João Dória Jr, Marina Silva, Aécio Neves, Lula, Brasil
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