17:10 18 Agosto 2017
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    O embaixador da Grécia no Brasil, Kyriakos Amiridis

    Justiça do Rio ouve testemunhas e acusados na morte do embaixador grego Kyriakis Amiridis

    Reprodução / Facebook
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    A Justiça do Rio começou a ouvir nesta terça-feira (18), em audiência de instrução e julgamento, as testemunhas de acusação e de defesa, além do três envolvidos no assassinato do embaixador grego Kyriakos Amiridis, em dezembro do ano passado.

    Os acusados pelo crime são a mulher do diplomata, Françoise de Souza Oliveira, o soldado da Polícia Militar Sérgio Gomes Moreira, que seria amante da embaixatriz, e Eduardo Moreira Todeschi de Melo, sobrinho do PM.

    Conforme a denúncia, Françoise e Sérgio tramaram a morte do embaixador com o objetivo de ficar com os bens e a pensão Kyriakos.

    Segundo as investigações do Ministério Público, Sérgio e Eduardo entraram a residência do embaixador, em Nova Iguaçu, no dia 26 de dezembro, usando as chaves dadas pela mulher do diplomata. Françoise e a filha tinham saído e deixado o marido sozinho.

    O Ministério Público diz na denúncia que  Kyriakos foi atacado na sala, sofrendo lesões que provocaram uma hemorragia. Sérgio e Eduardo enrolaram o corpo do embaixador grego em um tapete e o colocaram dentro de um carro, que depois foi incendiado próximo ao Arco Metropolitano, em Nova Iguaçu.

    Françoise e o policial militar chegaram a comunicar o desaparecimento de Kyriakos Amiridis  à Polícia. Sérgio ainda tentou apagar as imagens do circuito interno de segurança do condomínio, onde ele aparecia em frente a casa da amante. Os três acusados acabaram confessando  a participação no crime e todos estão presos. Eles vão responder por  homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e por fraude processual no cado dos dois amantes.

    De acordo com o advogado de Françoise, Glaucio Senna, ela nega a participação no crime ou confessado participação na morte do embaixador. Já o advogado de Sérgio Gomes e Eduardo de Melo, Edson Ferreira Lima diz que a denúncia por enquanto é genérica e que com o início da instrução criminal é que começará a produção de provas.  

    "Todas as razões do fato serão demonstradas hoje. Vejo o quadro que se apresenta com aspectos favoráveis aos acusado. Não há testemunha do fato, que tenha assistido a morte, que tenha assistido a execução do fato. A denúncia dá conta de que todos participaram do fato. A denúncia é genérica. São testemunhas que a autoridade policial ouviu e mais provas técnicas."

    Durante a audiência serão ouvidas 16 testemunhas de acusação e outras 16 de defesa e a sessão não deve terminar nesta terça-feira (18).  Se o juiz Alexandre Guimarães Gavião Pinto, da 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu/Mesquita, na Baixada Fluminense, entender que há indícios suficientes de ter ocorrido um crime doloso, com intenção de matar, o caso vai a juri, e os acusados vão receber a sentença.

    Tags:
    defesa, acusação, testemunhas, depoimento, 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu/Mesquita (Baixada Fluminense), Edson Ferreira Lima, Eduardo Moreira Todeschi de Melo, Sérgio Gomes Moreira, Alexandre Guimarães Gavião Pinto, Glaucio Senna, Kyriakos Amiridis, Rio de Janeiro, Grécia, Brasil
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