17:28 26 Julho 2017
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    Lula e Dilma inauguram transposição do Rio São Francisco

    Transposição do São Francisco: água para quem tem sede de tudo

    Ricardo Stuckert/Fotos Públicas
    Brasil
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    "Um evento que superou todas as expectativas em termos de presença popular e emoção." Essa foi a descrição feita pela senadora Fátima Bezerra (PT-RN) sobre a festa em Monteiro (RN), realizada no domingo, na cerimônia de transposição das águas do Rio São Francisco a qual compareceram os ex-presidentes Lula e Dilma e diversas autoridades.

    O trecho já havia sido inaugurado oficialmente pelo presidente Michel Temer no último dia 10 de março, mas numa cerimônia completamente diferente da realizada domingo: fechada para o público e sob gritos de manifestantes. Apesar da propaganda do atual governo, ninguém na região parece ter dúvidas sobre a paternidade do projeto, que prevê a construção de mais de 700 quilômetros de canais de concreto em dois grandes eixos (norte e leste) ao longo dos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará Rio Grande do Norte para o desvio das águas do rio, reforçando o abastecimento de açudes e a produção agrícola da região, que em 2016 enfrentou o pior período de seca nos últimos 50 anos.

    "Foi um ato popular de dimensão histórica pela grandiosidade da participação popular. Acho que essa dimensão histórica se deve, em primeiro lugar, à reação do povo frente à tentativa desesperada do governo ilegítimo que aí está e seus aliados quando lá estiveram recentemente e tentaram ocultar a participação decisiva dos governos do PT através do presidente Lula e da presidenta Dilma na realização desse sonho do povo nordestino. Essa obra só saiu do papel através da determinação e da ousadia do presidente Lula e do compromisso da presidenta Dilma que deixou a obra praticamente concluída", diz a senadora petista. Embora a Polícia Militar não tenha fornecido cálculo sobre o número de pessoas presente ao evento em Monteiro, os organizadores estimam algo em torno de 100 mil.

    "Percebe-se claramente a saudade enorme do povo brasileiro, do povo nordestino do presidente Lula em função de tudo o que foi feito em seus governos, o quanto o país avançou levando em consideração a realidade dramática pelo qual passa o país hoje em decorrência do governo ilegítimo que aí esta."

    Fátima diz que essa alegria podia ser vista estampada no rosto da pessoas e no sentimento de gratidão aos verdadeiros autores da obra. Para a senadora, agora é preciso ficar vigilante no acompanhamento das obras que devem chegar ao Rio Grande do Norte e ao Ceará, como também promover debates sobre desafios futuros do projeto, como a gestão dos recursos hídricos da transposição.

    O projeto de transposição do Rio São Francisco foi orçado inicialmente em R$ 8,2 bilhões e teoricamente vai irrigar o Nordeste e toda a região semi-árida do país. A obra começou em 2007 e tinha prazo previsto de conclusão em 2012. A ideia da transposição é antiga, data de 1847, à época do governo de Dom Pedro II, ainda no império. A proposta só foi retomada em 1943 pelo então presidente Getúlio Vargas, mas o primeiro projeto de fato só surgiu no governo João Batista Figueiredo, quando Mário Andreazza era ministro do Interior e após uma das mais longas estiagens da história, que durou de 1979 a 1983. 

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    Tags:
    açudes, transposição, agricultura, abastecimento, infraestrutura, seca, Mário Andreazza, João Batista Figueiredo, Dom Pedro II, Getúlio Vargas, Fátima Bezerra, Michel Temer, Lula, Dilma Rousseff, Brasil
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