21:05 26 Setembro 2021
Ouvir Rádio
    Brasil
    URL curta
    1194
    Nos siga no

    "Um evento que superou todas as expectativas em termos de presença popular e emoção." Essa foi a descrição feita pela senadora Fátima Bezerra (PT-RN) sobre a festa em Monteiro (RN), realizada no domingo, na cerimônia de transposição das águas do Rio São Francisco a qual compareceram os ex-presidentes Lula e Dilma e diversas autoridades.

    O trecho já havia sido inaugurado oficialmente pelo presidente Michel Temer no último dia 10 de março, mas numa cerimônia completamente diferente da realizada domingo: fechada para o público e sob gritos de manifestantes. Apesar da propaganda do atual governo, ninguém na região parece ter dúvidas sobre a paternidade do projeto, que prevê a construção de mais de 700 quilômetros de canais de concreto em dois grandes eixos (norte e leste) ao longo dos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará Rio Grande do Norte para o desvio das águas do rio, reforçando o abastecimento de açudes e a produção agrícola da região, que em 2016 enfrentou o pior período de seca nos últimos 50 anos.

    "Foi um ato popular de dimensão histórica pela grandiosidade da participação popular. Acho que essa dimensão histórica se deve, em primeiro lugar, à reação do povo frente à tentativa desesperada do governo ilegítimo que aí está e seus aliados quando lá estiveram recentemente e tentaram ocultar a participação decisiva dos governos do PT através do presidente Lula e da presidenta Dilma na realização desse sonho do povo nordestino. Essa obra só saiu do papel através da determinação e da ousadia do presidente Lula e do compromisso da presidenta Dilma que deixou a obra praticamente concluída", diz a senadora petista. Embora a Polícia Militar não tenha fornecido cálculo sobre o número de pessoas presente ao evento em Monteiro, os organizadores estimam algo em torno de 100 mil.

    "Percebe-se claramente a saudade enorme do povo brasileiro, do povo nordestino do presidente Lula em função de tudo o que foi feito em seus governos, o quanto o país avançou levando em consideração a realidade dramática pelo qual passa o país hoje em decorrência do governo ilegítimo que aí esta."

    Fátima diz que essa alegria podia ser vista estampada no rosto da pessoas e no sentimento de gratidão aos verdadeiros autores da obra. Para a senadora, agora é preciso ficar vigilante no acompanhamento das obras que devem chegar ao Rio Grande do Norte e ao Ceará, como também promover debates sobre desafios futuros do projeto, como a gestão dos recursos hídricos da transposição.

    O projeto de transposição do Rio São Francisco foi orçado inicialmente em R$ 8,2 bilhões e teoricamente vai irrigar o Nordeste e toda a região semi-árida do país. A obra começou em 2007 e tinha prazo previsto de conclusão em 2012. A ideia da transposição é antiga, data de 1847, à época do governo de Dom Pedro II, ainda no império. A proposta só foi retomada em 1943 pelo então presidente Getúlio Vargas, mas o primeiro projeto de fato só surgiu no governo João Batista Figueiredo, quando Mário Andreazza era ministro do Interior e após uma das mais longas estiagens da história, que durou de 1979 a 1983. 

    Mais:

    Governo libera R$ 790 milhões para combate da seca no Nordeste
    Nordeste pode ganhar Zona Franca
    Tags:
    Brasil, Dilma Rousseff, Lula, Michel Temer, Fátima Bezerra, Getúlio Vargas, Dom Pedro II, João Batista Figueiredo, Mário Andreazza, seca, infraestrutura, abastecimento, agricultura, transposição, açudes
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar