01:15 22 Julho 2019
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    Trabalhador grevista (Arquivo)

    O Brasil parado: Protestos contra reforma da Previdência varrem todo o país

    © Foto : Marcelo Camargos/Agência Brasil
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    Paralisação geral convocada pelos sindicatos de várias categorias afetou serviços públicos e particulares em várias capitais brasileiras. Sem transporte público, São Paulo, por exemplo, chegou a registrar o maior engarrafamento do ano: 200 quilômetros congestionados.

    Várias cidades brasileiras amanheceram no completo caos no início desta quarta-feira, 15, dia de paralisação geral convocada por centrais sindicais em todo o país. 

    De norte ao sul, escolas (públicas e particulares), universidades, centros de saúde, transporte público e vários outros serviços ficaram sem funcionar como medida de repúdio à reforma na previdência, que pretende aumentar o tempo mínimo de contribuição e idade para quem vai se aposentar. Em vários pontos, os manifestantes fecharam rodovias exigindo o cancelamento da tramitação do projeto.

    Confira as consequências em alguns estados:

    Distrito Federal

    A sede do Ministério da Fazenda foi ocupada nesta madrugada por sem-terra. Além disso, a Esplanada dos Ministérios foi tomada por cerca de 10 mil manifestantes, de acordo com a Polícia. Professores do estado iniciaram greve por tempo indeterminado nesta quarta.

    Espírito Santo

    Palco de uma caótica greve militar no início deste ano, o Espírito Santo mais uma vez registra paralisação de policiais. A União dos Policiais do Brasil protesta em frente a Assembleia Legislativa capixaba, congestionando várias vias da capital do estado, Vitória.

    Mato Grosso

    Vários segmentos públicos pararam as atividades, incluindo 30% agentes penitenciários e 100% dos professores de acordo com o sindicatos das categorias. Não foram reportados bloqueios até o momento.

    Minas Gerais

    As estações de metrô na cidade de Belo Horizonte ficarão fechadas ao longo de todo o dia. Mais de 20 escolas particulares e toda a rede de ensino municipal e estadual pararam. Hospitais públicos e UPAs funcionam com presença mínima de trabalhadores (30%). As rodovias BR-381 (uma das mais importantes do estado), BR-262 e BR-116 foram interditadas por manifestantes. Bancos e agências dos Correios não abriram em algumas cidades do interior.

    Rio de Janeiro

    Manifestações por toda a zona sul do Rio de Janeiro deixaram o trânsito complicado na capital fluminense. A Intersindical Portuária Sindical interditou a Avenida Brasil, causando transtornos para quem saía para trabalhar. O metrô funciona normalmente e os ônibus, apesar de terem ameaçado iniciar paralisação ontem, também circulam. Agentes penitenciários também cruzaram os braços em Bangu, impedindo a visita aos presos.

    São Paulo

    Com funcionamento parcial do metrô (algumas estações estão desativadas) e sem nenhum ônibus circulando até as 9h da manhã, São Paulo registrou um dos seus maiores engarrafamentos: foram 200 quilômetros de lentidão em toda a cidade. A situação foi tão caótica que a prefeitura abriu mão do rodízio de carros ao longo de todo o dia. Escolas foram fechadas nas cidades de Campinas, São José do Rio Preto, Araçatuba, Itapetinga, Piracicaba, Capicavi, São Pedro e Limeira. Carteiros também estão de greve no Vale do Paraíba.

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    Tags:
    Reforma da Previdência, Intersindical Portuária Sindical, Correios, Ministério da Fazenda, União dos Policiais do Brasil, Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, Esplanada dos Ministérios, Michel Temer, Vale do Paraíba, Limeira, Campinas, São José do Rio Preto, Araçatuba, Itapetinga, Piracicaba, Capicavi, São Pedro, São Paulo, Rio de Janeiro, Bangu, Minas Gerais, Belo Horizonte, Mato Grosso, Vitória, Espírito Santo, Distrito Federal
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