01:11 27 Fevereiro 2021
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    O ex-Ministro da Justiça e Advogado Geral da União, do governo Dilma, José Eduardo Cardozo foi ouvido nesta segunda-feira (13) como testemunha de defesa na ação penal da Lava Jato, que investiga suposto pagamento de propina para o ex-Ministro da Fazenda e da Casa Civil dos governos de Lula e Dilma, Antonio Palocci.

    Na saída, Cardozo comentou como foi o depoimento dado para o juiz federal Sérgio Moro e falou sobre o que achava da questão do caixa 2 e da corrupção no país, que segundo ele são práticas recorrentes.

    "Na verdade foram cerca de 15 a 20 minutos não mais que isso, em que se perguntou como se processavam as arrecadações da campanha, se era difundida ou não a prática de caixa 2 no Brasil, situações bastante adequadas a aquilo que eu podia testemunhar. Eu disse que infelizmente a questão da Caixa 2 e da corrupção no Brasil são históricas, estruturais."

    O ex-Ministro da Justiça fez questão de destacar que o caixa 2, a corrupção e a lavagem de dinheiro são coisas bem distintas, onde nem sempre o caixa 2 está ligado a corrupção. "A caixa 2 inclusive, eu tive a oportunidade de dizer, daquilo que vejo, que é uma prática recorrente e nem sempre ela agasalha a corrupção. Às vezes, ela é uma questão em que ela é desenvolvida de maneira de que o empresário doa esse dinheiro e você processa na caixa 2, muitas vezes em algumas campanhas sem que efetivamente saiba a origem disso."

    Palocci é acusado de receber propina para favorecer a empreiteira Odebrecht  entre os anos de 2006 e 2013,  atuando junto ao governo federal para que grupo tivesse vantagens econômicas em várias áreas de contratação com o poder público. Palocci é acusado de receber R$ 128 milhões nesse período.

    Também prestou depoimento na manhã desta segunda-feira (13), ao juiz Sérgio Moro, o pai do empresário Marcelo Odebrecht, Emílio Odebrecht.

    Emílio Odebrecht é testemunha de defesa do filho no processo que investiga o possível pagamento de vantagens indevidas ao ex-ministro Antonio Palocci por parte da empreiteira para fechar contratos com a Petrobras. A justiça no entanto, determinou que a fala do dono do Grupo Odebrecht seja mantida sob sigilo.

    O advogado de Palloci, José Roberto Batochio, afirmou, que Emílio Odebrecht negou no depoimento que jamais ouviu dizer que o codime dado ao ex-ministro Palocci, de Italiano, esteve presente na lista de pagamentos de propina da empresa.

    "As testemunhas negaram que tivessem tratado com o ministro Palocci qualquer assunto de propina. Negaram qualquer tratativa Imoral e excusa no que diz respeito a sondas em águas profundas, os estaleiros, que é o objeto da denúncia. Também negaram qualquer envolvimento do Palocci em qualquer outra atividade ilícita e o doutor Emílio Odebrecht foi muito claro em dizer que jamais ouviu dizer que o italiano fosse o Palocci." 

    Marcelo Odebrecht e Antonio Palocci seguem presos na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, junto com outras 13 pessoas, que são réus na mesma ação.

    Também prestou esclarecimento nesta segunda (13) ao Juiz Sérgio Moro,o vice-governador do Rio, Francisco Dornelles, como testemunha de Palocci. Nesta terça-feira (14) será a vez do depoimento do ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, que foi chamado pela defesa de Marcelo Odebrecht, Renato Duque e Palocci. As audiências com as testemunhas seguem até o dia 29 de março, ouvindo, vários parlamentares. Já a ex-Presidenta Dilma Rousseff deve prestar depoimento no próximo dia 24.

     

    Tags:
    depoimento, Caixa 2, Operação Lava Jato, propina, corrupção, Luiz Eduardo Cardozo, Sérgio Moro, Antonio Palocci, Brasil
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