09:11 16 Outubro 2019
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    Paulo Paim anuncia ter 35 assinaturas para criar CPI da Previdência

    Paulo Paim quer CPI da Previdência para investigar desvios de R$ 426 bi

    Moreira Matriz/Agência Senado
    Brasil
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    O Senador Paulo Paim (PT-RS) anunciou em plenário que tem 35 assinaturas para criar a comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar as contas da Previdência Social. O número seria suficiente já que para a abertura de uma CPI no Senado é necessário o apoio de 27 parlamentares.

    Segundo Paim, a CPI pretende verificar se o sistema previdência é como diz o governo federal realmente deficitário, para justificar a reforma do programa de aposentadoria, pensões e outros benefícios.

    Paulo Paim ainda ressaltou que outra função da CPI será a de descobrir se há desvios de dinheiro, corrupção, roubo e quem são os grandes devedores do sistema. O parlamentar informou que há uma dívida de R$ 426 bilhões para os cofres da Previdência, cálculo que teria sido feito por auditores da Receita Federal.

    "Acho que essa CPI cumpre um papel fundamental. Ela vai mostrar se houve ou não desvio, corrupção, roubo, quem são os grandes devedores, quem foi beneficiado por anistias mal resolvidas e aonde estão os R$ 426 bilhões, que conforme os auditores da Receita Federal de dívida ativa que não entra nos cofres da Previdência. Há quem diga que o número correto vai chegar próximo a R$1 trilhão. Bom, vamos investigar. Se for verdadeiro, além de resolver o problema da Previdência, nós vamos também, porque a Previdência está onde está na seguridade social, onde está a saúde e a assistência."

    Em meio as articulações para a abertura da CPI da Previdência, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles voltou a dizer nesta quinta-feira (9) ao participar de um Fórum sobre a Reforma, em São Paulo, que a reforma da Previdência é necessária para equilibrar as contas públicas, ressaltando que não é um desejo pessoal  e sim uma necessidade em função das contas públicas.

    "A reforma da Previdência não é um objeto de decisão, de desejo de alguém. Idealmente nós manteríamos a Previdência como está mais generosa possível. A questão é que a sociedade brasileira é que paga isso. Nós temos que ver a capacidade da sociedade de pagar. A evolução das despesas da Previdência é uma escala crescente e cada vez maior. Por uma razão que é boa, positiva. A população brasileira vive cada vez mais, isso é uma excelente notícia. O problema é que a idade e a aposentadoria não. O número de anos em que as pessoas passam a aposentados está cada vez mais aumentando."

    Meirelles afirmou ainda que o argumento de que a Previdência está no azul é "falácia". Segundo o ministro da Fazenda, mesmo a seguridade social, é deficitária. Conforme dados da Previdência, o déficit de 2016 foi de R$ 150 bilhões e o de 2017 deve ficar em torno de R$ 180 bilhões, se for considerado de acordo com Henrique Meirelles a assistência social e o seguro-desemprego, sendo assim ele afirma que o resultado da Previdência, seria claramente negativo. Meirelles observou, ainda, que grande parte desse déficit vem da Previdência rural e que a urbana, que já foi superavitária, também entrou no vermelho. “Se considerar assistência social e seguro-desemprego, temos um déficit de R$ 180 bilhões este ano. O resultado da Previdência, portanto, é claramente negativo”, afirmou o ministro. Meirelles ponderou, ainda, que grande parte desse déficit vem da Previdência rural e que a urbana, que já foi superavitária, também entrou no vermelho. 


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    investigação, corrupção, CPI da Previdência, desvios, reforma da previdência, Senado, Henrique Meirelles, Paulo Paim, Brasil
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