06:05 23 Julho 2019
Ouvir Rádio
    Dilma Rousseff e o vice-Presidente, Michel Temer, se encontram nesta quarta-feira (9)

    Marcelo Odebrecht confirma propina de R$120 mi a chapa Dilma-Temer em 2014

    Lula Marques / Agência PT
    Brasil
    URL curta
    1383

    Em depoimento à Justiça Eleitoral, que investiga denúncias de corrupção em torno da chapa composta por Dilma Rousseff e Michel Temer, Marcelo Odebrecht declarou que "4/5 do dinheiro doado pela empreiteira eram caixa 2" e que tanto Dilma quanto seu marqueteiro João Santana "tinham a dimensão" de que o dinheiro era fruto de corrupção.

    Marcelo disse ao Tribunal Superior Eleitoral que, em um encontro com Dilma no México, avisou à então presidente que os pagamentos realizados pela Odebrecht a Santana estavam "contaminados". O dinheiro vinha de off-shores (empresas anônimas em paraísos fiscais, nos quais não é necessário declarar a origem de valores) que serviam para o pagamento de propina.

    Ele admitiu, porém, que o repasse era negociado com o ex-ministro Antônio Palocci e com João Santana. Marcelo negou que Temer tenha lhe cobrado R$10 mi para o PMDB, embora constante que o dinheiro foi negociado com o atual ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

    Dilma nega

    A ex-presidente Dilma refutou veementemente as acusações através de uma nota divulgada pelos seus assessores de imprensa por meio do Facebook. 

    No texto, a petista a informação "é mentirosa" e que Dilma nunca pediu "recursos ao senhor Marcelo Odebrecht ou a quaisquer empresários, ou mesmo autorizado pagamentos a prestadores de serviços fora do país, ou por meio de caixa dois, durante as campanhas presidenciais de 2010 e 2014".

    "A insistência em impor à ex-presidenta uma conduta suspeita ou lesiva à democracia ou ao processo eleitoral é um insulto à sua honestidade e um despropósito a quem quer conhecer a verdade sobre os fatos", diz o texto.

    Mesmo tendo escapado da cassação de seus direitos políticos, Dilma pode ficar inelegível caso o TSE conclua que a campanha de 2014 tenha sido financiada por corrupção. Michel Temer, por sua vez, pode ser cassado e substituído por eleição indireta no Congresso.

    Mais:

    Chapa Dilma-Temer: Quem tem medo do TSE?
    Julgamento de cassação da chapa Dilma-Temer é adiado para 2017
    Tags:
    Eleições 2014, Odebrecht, Casa Civil, PMDB, Tribunal Superior Eleitoral, PT, João Santana, Marcelo Odebrecht, Eliseu Padilha, Antonio Palocci, Michel Temer, México, Brasil
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar