22:59 25 Fevereiro 2021
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    Segundo testemunha, anunciado acordo entre Governo capixaba e familiares de policiais militares ainda não mostrou efeito nesta segunda-feira. Sindicato dos Jornalistas do Espírito Santo diz que situação no Estado é bem delicada.

    "A situação da Segurança Pública no Estado ainda é bem delicada. Há poucos policiais nas ruas e quem está efetivamente cuidando da segurança nas cidades é o efetivo militar", afirma Douglas Dantas, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Espírito Santo.

    Segundo Dantas, o anunciado acordo entre o Governo do Estado e familiares dos policiais militares – que bloquearam os portões dos batalhões da PM de modo a impedir a saída de viaturas – não havia produzido efeitos durante esta segunda-feira:

    "Vários economistas divulgaram estudos mostrando que, ao contrário do que sustenta o Governo, há dinheiro para pagar o reajuste do funcionalismo do Estado, principalmente o dos salários de policiais militares e bombeiros. Isso provocou essa posição dos familiares dos servidores."

    Douglas Dantas conta que há 3 anos os servidores da Segurança Pública não têm reajuste salarial, "embora a legislação garanta as correções como forma de recompor o poder aquisitivo dos trabalhadores". Ainda de acordo com o sindicalista, os próprios jornalistas que trabalham para o Governo Estadual também não tiveram seus salários corrigidos nos últimos 3 anos.

    "Está muito difícil trabalhar. O aumento não sai e os compromissos se avolumam", diz o jornalista.

    Dantas relata ainda que nesta segunda-feira já era bem maior o número de coletivos circulando pela região metropolitana de Vitória, e que "a situação já não era tão precária quanto nos últimos dias".

    Para o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Espírito Santo, a imprensa vem cumprindo seu papel neste impasse entre servidores da Segurança Pública e Governo do Estado:

    "De modo geral, a imprensa está ouvindo os dois lados: os policiais e bombeiros que paralisaram suas atividades e os governantes. Todos têm apresentado as suas razões."

    Mas até mesmo para a imprensa capixaba tem sido muito difícil efetuar a cobertura dos eventos nas cidades do Espírito Santo:

    "Sem a presença da Polícia, a sensação de insegurança é muito maior. O jornalista é, antes de tudo, um cidadão, e ele também se angustia com o fato de ter de realizar seu trabalho em condições tão perversas."

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    Tags:
    saques, violência urbana, servidores, funcionalismo público, insegurança, rebelião, greve, Polícia Militar, Espírito Santo, Vitória, Brasil
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