07:55 15 Dezembro 2017
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    Governador Luiz Fernando Pezão com agentes da Polícia Militar do Rio de Janeiro

    Parentes de policiais no RJ seguem exemplo capixaba e começam a bloquear batalhões

    Shana Reis / GERJ
    Brasil
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    Seguindo o modelo do protesto no Espírito Santo, esposas de policiais militares começaram agora há pouco a ocupar a frente do 28º Batalhão da PM em Volta Redonda, no sul fluminense.

    Segurando cartazes, elas cobram o pagamento de adicional noturno e de periculosidade, plano de saúde, auxílio invalidez entre outros benefícios. Os familiares que chegam ao local estão instalando cadeiras de praia na frente da unidade. Até uma barraca foi montada no local.

    O método de protesto acontece porque os policiais são proibidos pelo Código Penal Militar de entrar em greve. Assim, quem fica dentro da corporação e não sai às ruas alega que esta com o acesso bloqueado e não consegue trabalhar ao invés de declarar greve oficialmente.

    Pelo Twitter, imagens da manifestação começam a circular. Um internauta fotografou os cartazes das manifestantes.

    ​Policiais que passam em frente ao Batalhão ligam as sirenes como forma de apoio ao protesto. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra como os oficiais têm reagido na cidade.

    A corporação confirma o protesto, mas em nota enviada à imprensa, disse que ele não está afetando o policiamento da cidade. Mais cedo, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, anunciou reajuste de 10,22% aos funcionários da segurança pública.

    Ele também garantiu o pagamento dos salários até a próxima terça (14) e declarou "não estar trabalhando com a hipótese de greve da PM". Pezão disse ainda que serviços de inteligência da PMRJ e do Exército estava monitorando grupos de familiares dos policiais na internet.

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    Tags:
    Código Penal Militar, Polícia Militar, PMDB, Exército, Luiz Fernando Pezão, Volta Redonda, Rio de Janeiro, Brasil
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