15:46 12 Dezembro 2019
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    O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, fala à imprensa após reunião com a presidente do STF, Cármen Lúcia

    PT prepara sabatina de 20 horas a indicado de Temer para o STF

    José Cruz/Agência Brasil
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    Alexandre Moraes será submetido a várias perguntas sensíveis ao seu passado, como a acusação de ser "advogado do PCC", bens com valores declarados abaixo do mercado e acordos com políticos pegos por operações da Polícia Federal.

    Um time de assessores foi escalado apenas para escrutinar as polêmicas do passado do atual ministro da Justiça. "Supersecretário" de Gilberto Kassab (à época DEM-SP, hoje PSD-SP) e muito próximo do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), Moraes teve controvérsias resgatadas pelo Partido dos Trabalhadores.

    Como não tem senador em São Paulo, o PT contou com a ajuda de quatro deputados federais do estado que ajudaram a fornecer um extenso material contra o escolhido do presidente à vaga de Teori Zavascki. Perguntas sobre a atuação dele como advogado de defesa do ex-deputado cassado Eduardo Cunha e a suspeita de associação criminosa vão entrar na roda.

    Por ter quatro vagas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), responsável pela sabatina que pode ou não confirmar Moraes como ministro do Supremo, o PT tem influência na Mesa e promete estender o processo por cerca de 20 horas.

    Na tarde de ontem, o novo presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira (PMDB-CE) disse em entrevista que a sabatina de Moraes acontecerá em no máximo 3 semanas. A demora se deve ao fato de que a CCJ ainda não tem Mesa Diretora constituída e, portanto, não tem presidência. Após se reunir com líderes dos partidos, Eunício pediu que cada legenda envie nesta terça (08), quem vai compor os cargos de chefia da comissão.

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    Tags:
    PSD, DEM, PMDB, PT, Senado Federal, Comissão de Constituição e Justiça, Teori Zavascki, Eunício Oliveira, Geraldo Alckmin, Gilberto Kassab, Brasil, São Paulo, Brasília
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