11:45 22 Novembro 2019
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    Protestos no centro do Rio

    Gás lacrimogêneo e balas de efeito moral marcam a tarde de quarta no Rio

    © AFP 2019 / Vanderlei Almeida
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    Helicópteros sobrevoavam a avenida Rio Branco enquanto pedaços de madeira eram queimados por manifestantes. Pedras foram arremessadas contra ônibus aos gritos de "Fora Pezão".

    Assim foi a tarde do Rio de Janeiro em um dos maiores protestos do ano contra o governo estadual e o chamado "Pacote de maldades" que aumenta a parcela de contribuição da previdência a servidores estaduais, institui a criação de alíquotas extraordinárias, a suspensão de reajustes salariais e a privatização de estatais.

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    Manifestações e gás lacrimogêneo no Rio

    Presente no protesto, Ronaldo (que não forneceu sobrenome por medo de represálias da chefia) trabalha na Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) há 21 anos. Ele participava das manifestações contra a privatização da companhia, medida marcada para ir à votação dos deputados estaduais na próxima terça-feira (7).

    "Não temos medo, mas estamos na luta por dignidade dos trabalhadores e também pelo fornecimento de água de qualidade a preço justo pela população. Se a Cedae for privatizada, as taxas vão aumentar, todo mundo vai pagar o pato por essa irresponsabilidade nas contas do nosso estado", disse o manifestante à Sputnik Brasil.

    A entrevista, porém, teve de ser interrompida quando um policial ameaçou disparar balas de borracha na Reportagem e no manifestante que concedia a declaração. Uma bomba de gás lacrimogêneo foi disparada próximo ao local para dispersar a imprensa e os manifestantes.

    Aos gritos, Ronaldo pedia aos policiais o direito de discordar. "O Governo do Estado não pode tirar o direito legítimo da sociedade civil de ser contra as medidas que toma. A Alerj está cercada de barreiras. Queremos representatividade".

    Foto: Regina Risemberg/Reprodução

    Reeleição

    Os protestos marcam a recondução de Jorge Picciani (PMDB) à presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Picciani é o principal aliado do governador Luiz Fernando Pezão na votação do pacote que tenta salvar as contas do Rio.

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    Manifestações e gás lacrimogêneo no Rio

    A Polícia formou um cordão de isolamento em torno da Casa legislativa, impedindo que os cerca de 2 mil manifestantes se aproximassem do local.

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    Tags:
    Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Cedae, Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro, ALERJ, Sputnik Brasil, Jorge Picciani, Luiz Fernando Pezão, Rio de Janeiro
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