11:16 05 Julho 2020
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    A ONG Rio de Paz entende que a melhor maneira de combater a violência é copiar o exemplo dos países que reduziram seus índices de criminalidade. A organização promoveu um ato de protesto na praia de Copacabana contra a violência no Rio de Janeiro, onde 31 crianças morreram por balas perdidas nos últimos 10 anos.

    A ONG Rio de Paz, fundada em 2007, segundo seu presidente, o jornalista e teólogo Antônio Carlos Costa, tem o objetivo de reduzir o número de homicídios na cidade, não sendo vinculada a partido político nem recebendo qualquer tipo de apoio oficial. Ela colocou dezenas de placas nas areias da praia de Copacabana contendo os nomes das 31 crianças assassinadas no Rio de Janeiro, vítimas de balas perdidas, nos últimos 10 anos.

    Falando à Sputnik Brasil sobre o evento, acentuado pelo trágico assassinato da menina Sofia, de 2 anos, no último final de semana, quando brincava no playground de uma lanchonete num subúrbio do Rio, Antônio Carlos Costa acentua que "somente nos últimos 2 anos ocorreram 18 mortes de menores".

    O jornalista e teólogo, confrontado com a questão de ainda poder haver solução para a violência do Rio de Janeiro, onde a polícia, as milícias e os bandidos levam o terror a todos os bairros e comunidades, diz que "por ter esta esperança é que nós ainda lutamos".

    Manifestação em Copacabana de protesto contra a morte de crianças por balas perdidas
    Tomaz Silva / Agência Brasil
    Manifestação em Copacabana de protesto contra a morte de crianças por balas perdidas

    "Essa esperança", explica Antônio Carlos Costa, "tem fundamento porque nós não acreditamos que o problema que enfrentamos seja de natureza genética. Não é o nosso DNA que não presta. Outros países enfrentaram os mesmos problemas no passado e os venceram, vivendo hoje em ambientes pacíficos, onde a criminalidade é bastante baixa. O que eles [esses países] fizeram é o que nós estamos tentando implementar no Rio de Janeiro. Essas nações entenderam que é preciso viver no Estado Democrático de Direito, numa democracia viva em que o povo tenha voz ativa, seja representado de fato e onde as leis sejam respeitadas."

    O presidente da ONG Rio de Paz lembra que "esses países investiram em Educação, investiram no combate à desigualdade social e também educaram as suas polícias, de maneira que seus policiais entendessem não serem soldados em campo de batalha. Os policiais estão na cidade, na pólis. O objetivo deles é viabilizar a vida na pólis, na cidade. Portanto, eles não devem seguir uma mentalidade de guerra".   

    Em seu site oficial riodepaz.com.br, a ONG se define como "um grupo formado por cidadãos brasileiros que se uniram com um objetivo comum: dar voz a quem não tem voz e visibilidade aos invisíveis". Ainda de acordo com o site, a ONG Rio de Paz se atribui os objetivos de "atuar como porta-vozes de uma parcela da sociedade que não tem força para reivindicar seus direitos;encorajar a sociedade civil a lutar contra a violação dos direitos humanos; exigir o respeito aos direitos constitucionais do cidadão; servir como meio de amparo e auxílio aos mais necessitados; e pressionar o poder público a cumprir seu papel constitucional".

    Para esta ONG, sua missão é de "ser agente de redução das violações dos direitos humanos por meio de ações pacíficas e criativas que mobilizem sociedade e poder público".

    Tags:
    balas perdidas, homicídios, direitos das crianças, manifestação, mortes, direitos humanos, ONG Rio de Paz, Rio de Janeiro, Brasil
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