07:40 21 Setembro 2018
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    Professores, servidores, alunos e ex-alunos da UERJ participam de protesto contra a falta de recursos da instituição

    'UERJ está vivendo um quadro mórbido e dramático'

    Tânia Rêgo / Agência Brasil
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    Quem diz isso é a pedagoga Tânia Carvalho Netto, Sub-Reitora de Graduação da instituição a propósito da carta do Reitor Ruy Garcia Marques enviada ao governo do Estado, denunciando as precárias condições da Universidade.

    Segundo a Professora Tânia Carvalho Netto, "a Universidade do Estado do Rio de Janeiro vem lutando bravamente desde o final de 2015 pela sobrevivência da instituição. A atual diretoria, que assumiu a condução da UERJ em janeiro de 2016, continua lutando bravamente por esta causa junto com seu corpo de funcionários, servidores, técnicos, docentes e alunos. A luta é que para que as atividades acadêmicas e administrativas se desenvolvam sem prejuízo da formação dos nossos estudantes."

    Em entrevista à Rádio Sputnik Brasil, Tânia Carvalho Netto declarou que "a carta tornada pública pelo Reitor Ruy Garcia Marques e uma outra carta, anteriormente enviada às autoridades estaduais pela Vice-Reitora Maria Georgina Muniz Washington, deixaram bem claro que as atividades da UERJ assim como as das outras instituições mantidas pela Universidade como o Hospital Universitário Pedro Ernesto e a Policlínica Piquet Carneiro, só poderão prosseguir se os salários e os benefícios sociais do ano de 2016 forem integralmente pagos aos servidores, pensionistas e outros beneficiários. Da mesma forma, devem também ser pagas as bolsas dos estudantes e os serviços prestados pelas empresas de manutenção. Sem ter salários pagos aos seus funcionários, eu não sei como a Universidade conseguirá manter seus serviços e continuar aberta."

    Nesta quinta-feira, uma grande manifestação organizada pelo Centro Acadêmico da Faculdade de Medicina da UERJ foi realizada diante do Hospital Pedro Ernesto, em Vila Isabel. Munidos de cartazes, os manifestantes protestavam contra a situação de abandono do Hospital e da própria UERJ além de cobrar providências imediatas das autoridades.

    Professores, servidores, alunos e ex-alunos da UERJ participam de protesto contra a falta de recursos da instituição
    Tânia Rêgo / Agência Brasil
    Professores, servidores, alunos e ex-alunos da UERJ participam de protesto contra a falta de recursos da instituição

    Na véspera desta manifestação, servidores administrativos da UERJ que estão sem receber salários desde novembro, haviam decidido entrar em greve na próxima segunda-feira, 16 de janeiro.

    Na carta que enviou ao governador Luiz Fernando Pezão, o Reitor Ruy Garcia Marques destacou a situação precária de funcionamento da Universidade do Estado do Rio de Janeiro devido ao atraso dos pagamentos bem como do repasse de verbas para a instituição. No documento, intitulado "A UERJ e o Futuro do Rio de Janeiro", Ruy Garcia Marques afirma:

    "Desprezar o ensino superior, a Pós-Graduação e a Pesquisa é apostar na miséria, na violência e num futuro sem perspectivas positivas. Forçar o fechamento da UERJ é não pensar no futuro de nosso estado e de nosso país."

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    Tags:
    medicina, faculdade, violência urbana, pesquisa científica, ensino, educação, UERJ, Luiz Fernando Pezão, Rio de Janeiro, Brasil
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