17:23 22 Julho 2019
Ouvir Rádio
    Claudio Lamachia OAB

    OAB vai levar caso de massacres em presídios à Corte Interamericana de Direitos Humanos

    © AFP 2019 / Andressa Anholete/Arquivo
    Brasil
    URL curta
    1915

    Brasil já responde por processos semelhantes em outros cinco estados, todos pela situação perigosa e precária do sistema prisional.

    A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e seccionais do Amazonas e de Roraima informaram hoje que vão denunciar o país por omissão no sistema carcerário à Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

    A ação ocorre devido os massacres relatados em Manaus e Boa Vista, que sozinhos totalizaram na execução de 99 detentos. No Amazonas, 30 dos 56 mortos foram decapitados enquanto em Roraima, as vítimas tiveram cabeça, coração e membros arrancados e espalhados pelos corredores do presídio.

    Falando à imprensa, o presidente da OAB, Claudio Lamachia afirmou o Estado brasileiro perdeu o controle das prisões.

    “O que ocorreu no início desta semana, no estado do Amazonas, e o que ocorreu ontem, no estado de Roraima, é a demonstração mais clara, cabal e definitiva da total falência do Estado brasileiro na administração do sistema prisional”, afirmou Lamachia.

    Mais um

    O Brasil responde por processos na Corte por omissão também nas unidades prisionais do Rio Grande do Sul, São Paulo, Rondônia, Pernambuco e Maranhão (o famoso caso de Pedrinhas). Em dezembro, o país também foi o primeiro a ser condenado pela CIDH por omissão em caso de escravidão no Pará.

    Nesta tarde, o Governo Federal anunciou um plano para conter a superlotação dos presídios e estabelecer maior controle da segurança pública. A iniciativa foi divulgada pelo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes.

    Tags:
    Ministério da Justiça, Governo Federal, OAB, Ordem dos Advogados do Brasil, Alexandre de Moraes, Claudio Lamachia, Pará, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rondônia, Maranhão, Pernambuco, Boa Vista, Manaus, Roraima, Amazonas
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar