15:04 25 Agosto 2019
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    PF deflagra 5ª fase da Operação Pecúlio e prende vereadores e faz apreensões de dinheiro de propina em Foz do Iguaçu

    Operação Pecúlio da PF prende 12 dos 15 vereadores de Foz do Iguaçu

    Divulgação/PF
    Brasil
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    A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (15) a 5ª fase da Operação Pecúlio, em ação conjunta com o Ministério Público Federal (MPF) e prendeu 12 dos 15 vereadores da Câmara Municipal de Foz do Iguaçu, por irregularidades na administração municipal e desvio de recursos públicos.

    Na operação denominada "NIPOTI", uma referência a nepotismo,  foram cumpridos 28 mandados de prisão, 11 de condução coercitiva e 39 de busca e apreensão em residências e locais de trabalho dos investigados e em empresas supostamente ligadas ao grupo criminoso, em cinco cidades do Paraná: Foz do Iguaçu/PR, Curitiba/PR, Cascavel/PR, Maringá/PR, Pato Branco/PR, e de Recife/PE e Brasília/DF.  

    Estão entre os presos três ex-secretários municipais, Patrícia Foster, Gilber da Trindade, que já é réu da Operação Pecúlio e cumpre prisão domiciliar  e Chico Noroeste.

    Dos 12 vereadores de Foz estão presos preventivamente, o presidente da Câmara, Fernando Duso (PT), dois vereadores do PTN, Anice Gazzaoui e Darci "DRM", dois do PSC, Edílio Dall’Agnol  e Hermógenes de Oliveira, dois vereadores do PEN, Marino Garcia e Rudinei Moura, além de Beni Rodrigues (PSB), Zé Carlos (PMN), Luiz Queiroga (DEM), Coquinho (SD) e Paulo Rocha (PMDB).

    Segundo o Procurador da República, Alexandre Halfen, os vereadores eram suspeitos de receber mensalmente propinas para aprovar projetos de interesse da Prefeitura. O grupo criminoso desviava recursos públicos,  para obter vantagens indevidas,  especialmente nas áreas de obras e saúde.

    "Além de cargos comissionados na Prefeitura  e empregos em empresas terceirizadas, havia o repasse de R$ 10 mil para alguns vereadores. Outros vereadores eram agraciados com R$ 5 mil e mais uma diretoria na Prefeitura. Tudo isso para que houvesse apoio político  ao grupo que estava na Prefeitura.’"

    De acordo com a Polícia Federal, só com algumas obras de pavimentação em Foz o grupo causou prejuízos de quase R$ 4,5 milhões.

    Nesta quinta-feira (15) seria a última sessão do ano na Câmara de Foz, mas como 12 dos 15 vereadores da cidade foram presos, a sessão foi adiada por falta de quórum. Na pauta estava o orçamento do município e se a lei não for votada ainda este ano Foz do Iguaçu inicia 2017 com o mesmo orçamento de 2016. De acordo com o vereador do PV, Dilto Vitorassi, os três únicos vereadores restantes vão se reunir com o jurídico da Câmara  para convocar os suplentes e realizar a nova sessão marcada para terça-feira (20).

    "Primeiro vamos fazer com que o corpo da Casa avise a todos para ficarem disponíveis. Uma coisa é correr atrás deles para notificá-los, outra coisa é tê-los aqui no plenário e eles se darem por auto-notificados a partir de terça-feira (20). Eles poderiam colaborar e ajudar nesse momento crucial da cidade se colocando todos aqui no plenário e assim já se faz a notificação de imediato, daí o Jurídico que tem que ver se eles já podem assumir e votar ou tem que dar um período de pelo menos de 24, 48 horas para eles tomarem situação do que estão votando."

    As emendas ao orçamento já tinham sido analisadas e faltava apenas a aprovação da lei de  diretrizes orçamentárias em primeira e segunda discussões.


    Tags:
    desvio de dinheiro público, vereadores, prisão, Câmara Municipal de Foz do Iguaçu, Ministério Público Federal, Polícia Federal - PF, Fernando Duso, Alexandre Halfen, Foz do Iguaçu, Brasil
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