04:04 15 Outubro 2019
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    Oposição vai viajar pelo país para esclarecer população sobre Reforma da Previdência

    Jonas Pereira/Agência Senado
    Brasil
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    A oposição no Senado já está organizando uma grande cruzada para tentar barrar a Reforma da Previdência do governo Temer. Depois de delação de ex-executivos da Odebrecht a pressão é até para cancelar as votações na Casa.

    A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados começou nesta segunda-feira (12) a discutir para votar ainda esta semana a admissibilidade da Reforma. A previsão é a de que a proposta chegue ao Senado no ano que vem. 

    De acordo com o Senador Paulo Paim (PT-RS), os parlamentares vão viajar pelo Brasil para esclarecer população sobre os prejuízos da Reforma da Previdência que está sendo proposta. O senador acredita que o medo de não ser eleito no próximo pleito, pode levar os deputados e senadores da base do governo a não votar a favor do projeto.

    "A população não sabe até hoje o que é essa PEC 55 ou 241 (Teto dos Gastos), mas ela sabe o que que é a Previdência. A partir do momento que nós começarmos explicar. Nós já acertamos que vamos viajar todo o Brasil explicando detalhadamente o que é essa Reforma, e as pessoas forem entendendo no debate que a sociedade vai ter que fazer. Eu quero ver o deputado ou o senador que vai se sustentar defendendo isso aqui. O deputado ou senador que votar na íntegra essa proposta absurda, com certeza não volta mais para a vida pública."

    Entre as mudanças no texto apresentado pelo Governo estão: o aumento do tempo de contribuição e da idade mínima para 65 anos para homens e mulheres, a redução do valor das pensões e a elevação para 70 anos para o pagamento do Benefício de Prestação Continuada correspondente a um salário mínimo para quem nunca contribuiu.

    A senadora Gleisi Hoffmann (PT – PR), criticou que na Reforma da Previdência proposta, ou o trabalhador começa a pagar o INSS aos 16 anos de idade ou se aposentará depois de 50 anos de contribuição.

    Gleisi sugere ainda suspender as votações nas comissões e Plenário após divulgação da primeira de 77 delações de ex-executivos da construtora Odebrecht, em que foram listados dezenas de políticos em situação de corrupção.

    "Nós estamos vivendo uma crise política e institucional sem precedentes na nossa história. Poucos momentos o Brasil viveu uma crise como essa, e nós não podemos desconhecer que essa crise existe. Por isso a insistência para que esse Senado da República suspenda todas as votações que estão acontecendo na Casa, sejam elas nas Comissões ordinárias e especiais, sejam as votações em Plenário, principalmente aquelas que tem interferência muito grande na vida das pessoas."

    O mesmo pensa o senador Roberto Requião (PMDB-PR) que disse nesta segunda-feira (12), que  após a delação da Odebrecht não resta saída ao Senado senão cancelar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55/2016, que limita os gastos públicos, da reforma da Previdência e do projeto (PLS) 204/2016 — complementar) de securitização das dívidas de estados e municípios. Requião sugeriu ainda, a convocação de eleições gerais para que as reformas de que o país precisa sejam votadas por representantes sintonizados com os interesses dos brasileiros e não com os interesses dos banqueiros e empreiteiros.

     

     

    Tags:
    barrar, reforma da previdência, delação premiada, votação, Odebrecht, Senado Federal, Gleisi Hoffmann, Paulo Paim, Roberto Requião, Brasil
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