05:35 09 Dezembro 2019
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    Marca 'Brasil' anda perdendo o charme

    Fernando Frazão/Agência Brasil/Fotos Públicas
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    Pesquisa divulgada pela consultoria internacional GFK aponta que o Brasil perdeu três posições de 2015 para cá em termos de "marca". Embora continue com a nação de maior prestígio na América Latina, o país baixou da 20ª posição em 2015 para a 23ª neste ano em um ranking de 50 países entre desenvolvidos e em desenvolvimento.

    A liderança continuou com os Estados Unidos, seguidos por Alemanha e Reino Unido. No quarto lugar houve alteração, com o Canadá assumindo o posto da França, que enfrentou graves problemas no ano passado por conta de atentados terroristas. Segundo o ranking Anholt-GFK, Nations Brand Index 2016, entre os 50 países pesquisados, o Brasil foi o que teve o segundo maior declínio na pontuação geral em relação ao ano passado. Foi superado apenas pela Turquia, que caiu do 34º para o 39º lugar.

    O ranking foi elaborado a partir de 20.353 entrevistas realizadas em 20 países, com os entrevistados avaliando 23 variáveis agrupadas em seis áreas: exportações, governança, cultura, população, turismo e imigração/investimento. Na análise do estudo, a queda do Brasil no ranking se deveu à crise institucional e econômica que vem atravessando. O atributo do país mais bem avaliado foi a cultura, que ficou no 11º lugar do ranking global.

    Para o professor de MBA da Fundação Getúlio Vargas do Rio (FGV) Mauro Rochlin, é preciso levar em conta que a análise pode ser comparativa — ver como estão os outros países e o Brasil — assim como pensar na situação do Brasil em particular, nos indicadores econômicos e como eles tornam o país mais ou menos atraente aos olhos do capital estrangeiro. 

    "O recuo tem a ver com o momento atual da economia brasileira, com duas quedas seguidas do PIB e se intensificando esse recuo, formando um cenário que não é dos melhores a médio prazo. O panorama político conturbado desde o ano passado também deve ter contribuído para essa queda de posição. Em turismo podemos até ter tido melhoras pontuais por conta das Olimpíadas, mas a exportação não teve crescimento, o saldo da balança comercial é devido à queda das importações."

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    Tags:
    governança, imagem, investimento, ranking, crise, mundo, GFK, FGV, Mauro Rochlin, Brasil
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