18:24 20 Junho 2018
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    Mendonça Filho considera resultado do PISA preocupante para futuro de jovens brasileiros

    Brasil cai no ranking mundial de educação e Governo quer pressa na Reforma do Ensino

    Mariana Leal/MEC
    Brasil
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    O Programa Internacional de Avaliação de Alunos, o PISA (sigla em inglês) de 2015 registrou uma piora no desempenho de estudantes brasileiros no ranking mundial de educação. O resultado faz com que o Governo Federal peça agilidade ao Congresso para Reforma do Ensino.

    Conforme o PISA divulgado nesta terça-feira (6), onde foram avaliados 70 países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE, o Brasil passou do 59º para 63º lugar em relação ao último levantamento do PISA, em 2012, quando 65 países foram avaliados.

    De acordo com análise feita pela OCDE, além do Brasil ocupar os últimos lugares no ranking da educação, dos mais de 23 mil alunos avaliados, mais da metade dos estudantes na faixa de 15 anos (44,1%), está abaixo do nível básico de aprendizado considerado adequado em leitura, matemática e ciências, em relação a 2012. O Brasil ficou na 63ª posição em ciências, na 59º lugar em leitura, e na 65ª posição em matemática. Cingapura foi o único país que obteve as maiores notas e liderou o ranking nas três matérias.

    O estado com melhor desempenho em ciências e leitura foi o Espírito Santo, em Matemática , o Paraná. Já o Alagoas teve o pior resultado nas três matérias.

    Os testes e questionários do Pisa propiciam três principais tipos de resultados: um perfil básico de conhecimentos e habilidades dos estudantes; como essas habilidades são relacionadas a variáveis demográficas, sociais, econômicas e educacionais, além das tendências que acompanham o desempenho dos estudantes e monitoram os sistemas educacionais ao longo do tempo. A avaliação é trienal e direcionada para estudantes com idade entre 15 anos e 3 meses (completos) e 16 anos e 2 meses (completos) no início do período de aplicação. A aplicação e tratamento dos dados é responsabilidade do Inep.

    A edição de 2015 foi a primeira com aplicação totalmente computadorizada. Foram selecionados estudantes das 27 unidades da Federação (UFs), totalizando 23.141 alunos de 841 escolas do Brasil. O perfil típico do estudante brasileiro participante foi do sexo feminino (51,5%), matriculado no ensino médio (77,7%) de uma rede de ensino estadual (73,8%), localizada em área urbana (95,4%) e no interior (76,7%).

    Segundo o ministro da Educação, Mendonça Filho, o governo federal admite que os resultados do PISA 2015 não foram satisfatórios e ressalta que as notas só reforçam a necessidade urgente de uma Reforma no Ensino Médio brasileiro.

    "Não vejo porque nós perdermos mais tempo em uma postergação  na questão das mudanças estruturais no Ensino Médio do nosso país. Por isso que pedi hoje (6), pressa ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia para que ele possa colocar em votação nesta semana, no máximo na próxima a MP do Ensino Médio."

    Mendonça Filho ainda defende outra ações para melhorar o ensino brasileiro, como investimentos na formação de professores, na alfabetização e no ensino fundamental. Para o Ministro, apesar do orçamento na educação do país tenham sido triplicado nos últimos 12 anos, não houve resultados efetivos. "Você não tem eficácia do investimento transformando em desempenho. Você aumentou o investimento sem que aquilo pudesse ser traduzido como melhora e evolução de desempenho no campo educacional, o que mostra claramente que você tem que fazer com que cada centavo investido na área da educação seja melhor qualificado e que possa ser traduzido por avanços em termos de qualidade para o jovem e a criança na educação básica brasileira."

    Tags:
    Reforma do Ensino Médio, queda, educação, mundial, ranking, PISA, Mendonça Filho, Brasil
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