22:43 25 Abril 2019
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    Ex-governador Sérgio Cabral

    Polícia Federal indicia Sérgio Cabral e outros 15 acusados de corrupção

    Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
    Brasil
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    Ex-governador ainda deve sofrer mais um indiciamento por irregularidades no Complexo Petroquímico do Rio; Cabral continua preso em Bangu.

    A Polícia Federal concluiu os trabalhos da Operação Calicute e indiciou o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), a mulher dele, Adriana Ancelmo e outros 14 acusados de corrupção.

    A PF diz que Cabral recebeu propinas pelas obras referentes ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Favelas, Arco Metropolitano e Maracanã. Outro inquérito aberto em Curitiba ainda pesa na ficha do político: Cabral também é acusado de irregularidades na construção do Complexo Petroquímico do Rio (Comperj), mas o juiz Sérgio Moro decidiu na quinta (30), estender as investigações por mais 15 dias.

    A Calicute foi deflagrada no dia 17 de novembro, por um núcleo da Operação Lava-Jato no Rio. A operação se baseou em delações premiadas da empreiteira Andrade Gutierrez, do ex-dono da Delta Engenharia Fernando Cavendish e da Carioca Engenharia, que revelaram ter pagado propinas por obras como a do Maracanã, do PAC das Favelas e do Arco Metropolitano.

    Dois ex-executivos da construtora Andrade Gutierrez também denunciaram à procuradores da Lava Jato que o ex-governador cobrou propina para conceder as obras do Maracanã à empreiteira, reformado para a Copa do Mundo de 2014.

    Cabral segue preso no Complexo de Bangu, no Rio de Janeiro. Confira a lista completa dos acusados:

    — Alex Sardinha da Veiga (um dos participantes de acordos "criminosos" entre a Secretaria de Obras e a Construtora Oriente, empresa que ele diz representar, segundo o MPF);

    — Carlos Emanuel de Carvalho Miranda (operador financeiro da quadrilha);

    — Carlos Jardim Borges (teria realizado pagamentos suspeitos para empresa de Carlos Miranda);

    — Hudson Braga (ex-secretário de Obras do Estado do RJ);

    — Jéssica Machado Braga (parente de Hudson Braga, é apontada como possível "laranja" no esquema);

    — José Orlando Rabello (ex-chefe de gabinete de Hudson Braga);

    — Luiz Alexandre Igayara (teria realizado pagamentos por serviços inexistentes em benefício do esquema investigado);

    — Luiz Carlos Bezerra (ex-assessor de orçamento da Assembleia Legislativa do Rio);

    — Luiz Paulo dos Reis (administrador e empresário ligado à Hudson Braga);

    — Paulo Fernando Magalhães Pinto (administrador de empresas);

    — Pedro Ramos de Miranda (ex-motorista do ex-governador);

    — Rosângela Machado de Carvalho Braga (parente de Hudson Braga, é apontada como laranja no esquema);

    — Wagner Jordão Garcia (ex-assessor de Sérgio Cabral);

    — Wilson Carlos Cordeiro da Silva de Carvalho (ex-secretário de Governo do RJ).

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    Tags:
    Arco Metropolitano, Programa de Aceleração do Crescimento, Copa do Mundo, Andrade Gutierrez, Delta Engenharia, Comperj, Complexo Petroquímico do Rio, Polícia Federal, Wilson Carlos Cordeiro da Silva de Carvalho, Wagner Jordão Garcia, Rosângela Machado de Carvalho Braga, Pedro Ramos de Miranda, Paulo Fernando Magalhães Pinto, Luiz Paulo dos Reis, Luiz Carlos Bezerra, Luiz Alexandre Igayara, José Orlando Rabello, Jéssica Machado Braga, Hudson Braga, Carlos Jardim Borges, Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, Alex Sardinha da Veiga, Fernando Cavendish, Adriana Ancelmo, Sérgio Cabral, Sérgio Moro, Curitiba, Rio de Janeiro, Complexo de Bangu, Maracanã
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