17:45 01 Outubro 2020
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    A Odebrecht concordou em assinar um acordo de leniência com os promotores e vai pagar cerca de 7.000 bilhões de reais em multas pelo seu papel no escândalo de corrupção investigado pela Lava Jato, segundo confirmou uma fonte da Reuters.

    A multa total estabelecida no acordo seria a mais alta do mundo, superando um acordo de 2008 em que o grupo alemão Siemens pagou 1,6 bilhões de dólares ao governo dos EUA e às autoridades europeias devido ao pagamento de subornos para obter contratos com o governo.

    A TV Globo apurou que 78 executivos da empreiteira devem assinar os acordos finalizados nesta quarta-feira (23), entre eles o fundador Emilio Odebrecht e seu filho, o ex-presidente da empresa Marcelo Odebrecht. 

    A Reuters relata que uma fonte próxima à investigação, que falou em condições de anonimidade, também disse que mais de 70 executivos da Odebrecht assinariam os papeis entre hoje e amanhã (24).

    Cerca de 200 políticos de vários partidos foram citados pelos executivos.

    Após a assinatura do acordo, as empresas do grupo poderão voltar a a participar das licitações do governo. 

    O grupo foi acusado de fazer cobranças adicionais em seus contratos com a Petrobras e outras empresas controladas pelo governo, além de pagar propinas a políticos.

    O acordo é fundamental para a reestruturação da dívida da Odebrecht, que ascende a mais de 100 bilhões de reais. Até agora, o conglomerado reestruturou 13 bilhões em passivos em sua unidade Odebrecht SA Agroindustrial.

    Em julho, o grupo colocou toda a sua participação majoritária na petroquímica Braskem SA como garantia para seus débitos pendentes.

    Na noite desta quarta, a empreiteira divulgou a seguinte nota:

    "A Odebrecht não se manifesta sobre eventual negociação com a Justiça. Mas reforça seu compromisso com uma atuação ética, íntegra e transparente, expresso por meio das medidas concretas já adotadas para reforçar e ampliar o programa de conformidade nas empresas do grupo, entre as quais se destacam: a criação cargo de Responsável por Conformidade ou CCO (Chief Compliance Officer) e do Comitê de Conformidade, ligados ao Conselho de Administração para garantir total independência; a adesão a pactos de ética empresarial de entidades como ONU e Instituto Ethos; e, entre outros pontos, o compromisso de combater e não tolerar a corrupção."

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    Tags:
    multa, dívida, corrupção, políticos, delação premiada, acordo, investigação, Operação Lava Jato, Odebrecht, Emilio Odebrecht, Marcelo Odebrecht, Brasil
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