07:18 22 Outubro 2020
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    Apesar da alta de 0,26% este mês, a prévia da inflação de novembro medida, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é a menor para os meses de novembro desde 2007. A prévia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) ficou em 6,38% de janeiro a novembro, abaixo dos 9,42% no mesmo período de 2015.

    No acumulado de 12 meses, o indicador também é inferior se comparado ao do ano passado: 7,64% contra 8,27%.

    O IPCA-15 é a tomada quinzenal de preços, realizada de 14 de outubro a 14 de novembro (mês de referência) com os vigentes de 15 de setembro a 13 de outubro. O indicador acompanha as despesas de famílias com rendimento entre um a 40 salários mínimos. O índice tem quase a mesma metodologia usada pelo Banco Central para estimar metas de inflação e varia apenas na periodicidade e abrangência geográfica.

    A queda no preço dos alimentos, que até então vinham pressionado a inflação no país, voltou a acontecer em novembro, repetindo o freio das remarcações verificadas em outubro. O grupo alimentos e bebidas chegou a registrar deflação (inflação negativa) de 0,06%, puxado principalmente pela queda de preços do leite longa vida (-10,52%), feijão carioca (-11,84%), tomate (-6,61%) e cenoura (-4,31%).

    Alguns alimentos, no entanto, apresentaram alta de preços, caso do açúcar (3,73%), pescados (3,91%) batata inglesa (3,26%), cerveja (2,36%) e carnes (1,43%). Segundo alguns analistas, a alta do IPCA-15 este mês poderia ser menor não fossem os aumentos registrados no grupo saúde e cuidados pessoais, que mostraram elevação de 0,68%.

    Por estados, as maiores altas ficaram em Recife (0,55%), Rio de Janeiro e São Paulo (ambos com 0,29%), enquanto Goiânia chegou até a registrar pequena deflação (-0,03%).

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    Tags:
    renda, famílias, saúde, alimentos, prévia, inflação, IBGE, Brasil
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