03:20 11 Dezembro 2019
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    Senadores avaliam como positiva participação do Brasil na Cop-22

    Senadores avaliam participação do Brasil na COP 22

    Agência Senado/Paula Groba
    Brasil
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    Com o encerramento da Conferência do Clima COP 22, em Marrakesh, no Marrocos nesta sexta-feira (18), senadores brasileiros, que participam do encontro, fazem um balanço positivo da participação do país na reunião.

    Para a delegação brasileira, a COP 22 termina com resultados positivos para a consolidação do Acordo de Paris, feito há um ano, e que prevê medidas que garantam a redução de gases de efeito estufa. Os senadores atentam que o Congresso Nacional vai ter um papel fundamental para a atualizar a legislação do setor, diante das novas necessidades do planeta.

    Segundo a senadora Lídice da Mata (PSB-BA), o Brasil se destacou na Conferência ao apresentar as ações que vão de encontro as metas do acordo do clima, como a criação da plataforma do Biofuturo, que visa a redução das emissões de carbono nos meios de transportes em 20 países, e fixar um preço do carbono no mercado.

    "Eu destacaria o trabalho que foi lançado a plataforma do Biofuturo com a presença de 20 países, lançado pelo Brasil, que põe no centro a discussão da diminuição do carbono no setor de transportes. Esse é o primeiro passo, um passo fundamental. O outro foi o debate sobre a precificação do carbono no mercado. Todas as duas foram iniciativa do Brasil."

    O relator da Comissão mista de Mudanças Climáticas, senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) chamou a atenção que não há mais como retroceder na implementação do Acordo de Paris. Para o senador, o Acordo já é uma realidade diante da maior consciência por parte dos países de que é preciso realizar ações para controlar a emissão de gases e o aquecimento global.  Ao defender as ações do Brasil na Conferência do Clima em Marrakesh, Fernando Bezerra falou que o maior desafio agora é garantir financiamentos para realizar as ações propostas a longo prazo. "Para atingir essas duas metas serão necessários mais de R$ 40 bilhões ao longo desses anos e é importante que a gente trabalhe como identificar recursos não só públicos mas de financiamentos do setor privado para que a gente possa financiar a nossa agricultura a atingir essas metas que são tão importantes para que o Brasil possa de fato cumprir seu dever de casa e ajudar a ter um mundo livre da ameaça da elevação da temperatura além dos dois graus centígrados até 2050."

    Já a senadora Vanessa Grazziotin (PcdoB-AM) destacou a importância da troca de experiências do Brasil com outros países, empresas e ONGs durante a Conferência do Clima, já que o país tem tido, segundo a senadora um papel de liderança no que diz respeito a ações referentes ao clima.

    "Acho que o Brasil tem sido o exemplo para o mundo não só pelo seu posicionamento politicamente correto no discurso, na formulação teórica, mas também procurando aplicar essa formulação na prática. Então a presença do Congresso Nacional em eventos como esse é fundamental. Daqui mesmo já saímos com várias propostas que deverão ser apresentas assim que chegarmos lá. Uma delas foi bastante debatida são as mudanças na Lei Nacional de Mudanças Climáticas."

    Durante a COP 22, a delegação brasileira de senadores participou de painéis, reuniões e debates que discutiram metas de controle de emissão de poluentes, através das propostas do Acordo de Paris, políticas para conter o aquecimento global, como por exemplo investir no uso de biocombustíveis e fontes de energia limpa, além da economia relacionada ao controle de gases do efeito estufa.

     

    Tags:
    positiva, emissões de carbono, emissão de gases, mudanças climáticas, participação, COP 22, Lídice da Mata, Vanessa Grazziotin, Fernando Bezerra Coelho, Brasil
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