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    Brasil, Anápolis, GO, 19/12/2013. Vista parcial de área do Porto Seco Centro-oeste, em Anápolis (GO)

    Micro e pequena empresa podem ser o pulo do gato para exportações brasileiras

    ED FERREIRA / AGE / Estadão Conteúdo
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    Com participação de pouco mais de 1% da corrente mundial de comércio, o Brasil vem tentando aumentar sua participação nas trocas globais através de uma nova política comercial baseada em parcerias e incentivos que minimizem a onda protecionista que se abateu sobre o mundo nas últimas décadas.

    Essa maior integração, contudo, esbarra em velhos e conhecidos problemas no país como deficiências de infraestrutura e logística, alto custo do transporte, burocracia e carga tributária. Atualmente, o Brasil abriu frentes importantes para destravar importações e, principalmente, exportações, com a assinatura de acordos e protocolo de intenções com parceiros importantes como Japão, China, México e Índia. Os esforços estão centrados agora na União Europeia onde países como Holanda, França e Irlanda, adotam políticas fortemente protecionistas, em especial nas commodities agricolas.

    O esforço de exportação, contudo, não passa apenas pelas grandes corporações. Também as micro, pequenas e média se empanham nesse esforço de abrir novos mercado. Uma das empresas especializadas em assessorar os empresários nesse esforço é a Tepcomex Assessoria, Consultoria em Comércio Exterior. Lá, a diretora de comércio exterior, Karina Schnaid, diz que a questão básica é se procurar uma abertura melhor nas negociações internacionais, o que, muitas vezes, independe do apoio direto do governo.

    "Pode-se fazer uma proposta interna mesmo, não só governamental, por parte das próprias empresas e não depender somente de acordos e ações. É preciso sair dessa zona de conforto de conhecimento, buscar conhecer um pouco mais do funcionamento do mercado internacional. Essa cultura tem que ser um pouco mais difundida nas pequenas e médias empresas." 

    Segundo Karina, o empresário tem que voltar os olhos para um outro tipo de mercado. 

    "Na nossa região (Paraná), a gente tem pequena e média empresa que está buscando novos mercados, como pode fazer uma venda melhor. Já não há mais aquela obrigação de enviar um contêiner fechado, uma carreta fechada. Muitas vezes, a pessoa vai comprar uma caixa, duas caixas, meio contêiner, assim como ela compraria para testar o produto. A gente percebe que muitos compradores do Mercosul estão voltando a ter aquele contato pessoal, marcar reuniões, visitas para conhecer melhor o perfil da indústria no Brasil. Até para o exportador, a gente indica fazer uma visita ao país para o qual está vendendo."

    A diretora da Tepcomex ressalta a importância de o empresário interessado em exportar pegar seu produto, viajar, verificar o mercado, fazer uma pesquisa de campo. Segundo ela, as pequenas e médias empresas estão tendo cada vez mais esse foco e percebendo que, até do pontode vista financeiro, essa opção é mais barata do que tentar abrir um mercado novo no Brasil.

    Karina diz que o incentivo do governo sempre existiu para exportação, um regime em que você não paga os impostos e ainda tem o crédito, só tem o Imposto de Renda e a Contribuição Social.

    "Muitas poucas empresas e poucos contadores sabem que a empresa de regime Simples e microempresa também contam com esse benefício, menos o crédito, mas elas se beneficiam de não ter o imposto para exportação. Hoje, essa equivalência de carga tributária para exportação está reduzida. Não seria ela que poderia atrapalhar a venda, são outros fatores do Custo Brasil, como transporte, portuários.  O micro e pequeno empresário tem uma competitividade tributária tão atrativa quanto a de uma empresa de regime normal. O problema maior é a logística." 

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    Tags:
    mercados, tributação, pequena empresa, logística, Operação Custo Brasil, comércio exterior, Mercosul, UE, Karina Schnaid, Brasil
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