23:06 22 Agosto 2019
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    Crise nos Hospitais do Rio

    Conselho Regional de Medicina vai pedir intervenção federal em Hospitais do Rio

    Tânia Rêgo/ Agência Brasil
    Brasil
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    O Cremerj – Conselho Regional de Medicina do Rio anunciou nesta sexta-feira (28) que vai pedir uma intervenção federal junto aos hospitais do Estado, que por falta de recursos estariam prestes a fechar até o fim do ano.

    De acordo com o vice-presidente do Cremerj, Nelson Nahon a saúde pública do Rio está enfrentando a pior crise da história do Estado ainda pior do que a crise no fim de 2015, quando ocorreram a suspensão de cirurgias, fechamento de emergências, a exemplo do Getúlio Vargas e do Hospital da Mulher Heloneida Magalhães (em São João de Meriti, na Baixada Fluminense), além do fechamento da maioria das UPAs estaduais.  O Cremerj alerta que om déficit na Saúde do Rio hoje é de R$ 2,5 bilhões, sendo R$ 1,3 bilhão do ano passado e R$ 1,2 bilhão referente a 2016.

    Nelson Nahon explicou que na próxima semana representantes do Cremerj vão ao Ministério da Saúde para apresentar um levantamento com várias fiscalizações, além de denúncias, que mostram vários problemas nas unidades de saúde estaduais e também na rede pública municipal do Rio, que vem sendo afetada pela sobrecarga, falta de medicamentos e deficiência de profissionais devido ao atraso nos repasses financeiros.

    "Nós queremos a intervenção federal na saúde do estado do Rio de Janeiro, que se crie um gabinete e uma gestão de crise para que se resolva o repasse, que é fundamental. A discussão aqui não é de gestão, a questão hoje é simplesmente de financiamento. Faltam R$ 2,5 bilhões para se fazer o essencial na saúde."

    Os médicos denunciam que o governo estadual não vem honrando com o repasse de 12% da receita para o Fundo Estadual de Saúde, conforme está previsto em lei.  De acordo com o Cremerj, o Estado está repassando apenas 5% da receita, o que vem fazendo com que a saúde pública do Rio entre em colapso.


    Tags:
    verbas, saúde pública, repasse, crise, Cremerj, Ministério da Saúde, Rio de Janeiro, Brasil
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