22:00 09 Agosto 2020
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    Por dois dias, o presidente Michel Temer quis mostrar na viagem ao Japão, que o Brasil está estável para receber novos investimentos e fechar novas parcerias com o país asiático.

    Ao se reunir no país asiático com imperador, primeiro-ministro e empresários japoneses e brasileiros, Temer falou do país como um novo Brasil e apresentou as medidas que o governo brasileiro está colocando em prática para garantir a estabilidade macroeconômica e a segurança jurídica e assim retomar o crescimento e a geração de empregos.  

    "Estamos aqui precisamente para revelar a presença de um novo Brasil. Nós até utilizamos a expressão recomeço para dizer que é o que exige a situação que encontramos ao assumir o governo. Uma situação que afetou o governo, o povo brasileiro, afetou os empresários e investidores do Brasil e do mundo."

    Diante das declarações do governo Japonês de que as empresas do país asiático estão interessadas  em ampliar a cooperação econômica com o Brasil. 

    Michel Temer ressaltou que tem atuado para reequilibrar as contas do país e destacou a PEC 241,  que está em tramitação no Congresso Nacional, e tem como objetivo limitar o crescimento dos gastos públicos como a medida mais importante a ser implementada no Brasil, além de reafirmar o compromisso com o controle da inflação. O presidente destacou que os investimentos japoneses serão bem-vindos neste momento de renovação no país. "Comentamos com o primeiro ministro (Shinzo Abe) que são quase 700 empresas japonesas operando no Brasil. Nós queremos que os investimentos japoneses continuem a trazer aportes para o progresso científico e tecnológico brasileiro. Disse que nossa prioridade é a retomada do crescimento e a geração de empregos, prioridade que perseguimos com pragmatismo, tendo por fundamento a responsabilidade macroeconômica, está aí a razão dos ajustes fiscais que estão em curso no Brasil."

    Temer encerrou o discurso agradecendo ao primeiro-ministro Shinzo Abe em Japonês ressaltando ainda que a agenda discutida entre Brasil e Japão foi extensa incluindo temas como G-20 e reforma do Conselho de Segurança.

    "Falamos sobre Democracia, direitos humanos, G-20, reforma do Conselho de Segurança no que coincidimos em todas as nossas ideias. A agenda foi vasta e nós estamos fortalecendo nossa parceria estratégica e global a luz das prioridades de brasileiros e japoneses. Aliás, em Democracia deve ser assim a política externa deve estar a serviço dos valores e dos interesses da sociedade. Domo arigato (obrigado)."

    Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, a visita de Michel Temer ao Japão foi muito positiva e essencial para retomada do comércio com o país asiático. "O presidente Temer deu essa mensagem que o Brasil realmente está vivendo agora uma fase de novas expectativas, o otimismo voltando para os empresários brasileiros e estrangeiros e as grandes oportunidades que o Brasil tem. É um momento de retomar esses acordos internacionais, acordo bilateral, acordo do Mercosul com o Japão. O Brasil está em vias de assinar um acordo com o Japão sobre a questão de patentes, de tal forma que as análises de projetos no Japão tenha valor no Brasil, e isso vai acelerar o registro de patentes também para incrementar o mercado internacional, o comércio internacional e também atrair investimentos para o Brasil."

    A volta do presidente Michel Temer ao Brasil estava prevista para acontecer somente na manhã desta quinta-feira (20), no horário local do Japão, mas a comitiva brasileira antecipou o embarque de volta logo após as negociações como governo japonês nesta quarta-feira (19).

    Antes da partida de volta ao Brasil, Temer assinou um Acordo de Cooperação para a Promoção de Investimentos em Infraestrutura com o primeiro ministro japonês, Shinzo Abe.

    O avião presidencial deve reabastecer em Seattle, nos Estados Unidos, e chega a Brasília na sexta (21). A assessoria do Planalto não informou o motivo da antecipação da viagem.

    Tags:
    PEC 241, acordo comercial, ajuste fiscal, investimentos, Akihito, Michel Temer, Shinzo Abe, Japão, Brasil
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