17:52 16 Setembro 2019
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    Trump, quem diria, seduziu os brasileiros

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    Eleições nos EUA (112)
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    Diversos movimentos brasileiros estão se mobilizando para convocar uma grande manifestação de apoio a Donald Trump, candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, e de repúdio a Hillary Clinton. O evento está marcado para o próximo dia 29, a partir das 14 horas, na Avenida Paulista.

    Um dos fundadores do movimento Juntos pelo Brasil, Leandro Mohallen falou à Sputnik Brasil sobre os objetivos da manifestação.

    "A gente não pode ser ingênuo de achar que o que acontece nos Estados Unidos não influencia aqui no Brasil. É muito importante mostrar que tem brasileiros que não caíram nessa campanha asquerosa de difamação que é feita contra o Trump tanto pela mídia americana — exceto pela Fox News, que pelo menos tenta mostrar os dois lados — quanto pela mídia brasileira, que está 100% contra o Donald Trump e a favor da Hillary Clinton."

    Mohallen diz que a imprensa, tanto aqui quantos nos EUA, vêm escondendo os crimes de que a Hillary é acusada, "como ter apagado os 33 mil e-mails (quando era secretária de Estado), de ter intimidado as vítimas de estupro do marido dela (o ex-presidente Bill Clinton), ou ter mentido em juízo para soltar um estuprador pedófilo, como ela se gabou de fazer nos anos 70".

    O integrante do Juntos pelo Brasil diz que várias páginas já manifestaram apoio e divulgaram o evento, como o Crítica Nacional, o Direita São Paulo, que já organizou um ato em favor do Bolsonaro, o Embaixada da Resistência, que traduz vídeos americanos de interesse dos apoiadores do Trump, e da população mais conservadora do Brasil, além da página Brasileiros com Trump, entre outros. 

    "A oposição a Trump no Brasil tem viés ideológico. A maioria dos jornalistas brasileiros é alinhada à esquerda globalista que, por sinal, está apoiando a campanha da Hillary. Nos EUA, tem muita gente no Partido Republicano que está incomodada com a presença do Trump por ele não ser político, por não ser do establishment. Eles veem o Trump como uma ameaça ao modo de vida que eles sempre tiveram e aos privilégios deles. É positivo que o Trump esteja sacudindo essa velha elite política tanto de democratas quanto de republicanos."

    Mohallen, que é advogado e ajudou a formar o Juntos pelo Brasil em 2014, diz que as pessoas na Rússia estão enxergando com muito mais clareza do que no Brasil a questão da eleição americana. “Várias pessoas ligadas ao governo russo disseram que o Trump vai restaurar as relações com a Rússia, e isso é muito positivo até do ponto de vista da paz mundial. Debaixo do nariz da Hillary, em dois anos, o Isis passou de um grupinho de terroristas para quase 11 milhões de pessoas. Como ela vai derrotar o Isis agora? Por que ela não derrotou naquela época. Ela não está qualificada. O Trump e o Putin podem entrar num acordo que seja vantajoso tanto para Estados Unidos quanto para Rússia.” 

    Quanto à atuação do Juntos pelo Brasil, Mohallen diz que o movimento apoia movimentos importantes, como o do impeachment, da Lava Jato, a prisão dos corruptos no Brasil, os valores tradicionais da população brasileira.

    "É difícil ver outros movimentos de rua falando sobre aborto,  ideologia de gênero, que o brasileiro rejeita, o desarmamento civil, que a gente também é contra. A gente é um movimento de combate à corrupção, mas também de orientação conservadora."

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    Eleições nos EUA (112)

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    Avenida Paulista, apoio, eleições, democratas, republicanos, manifestação, Direita São Paulo, Crítica Nacional, Juntos pelo Brasil, Leandro Mohallen, Vladimir Putin, Hillary Clinton, Donald Trump, EUA, Brasil
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