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    Policial indiano perto de hotel Taj em Goa, Índia, 14 de outubro de 2016

    'Brasil não desistirá do BRICS apesar dos interesses de manipuladores externos'

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    BRICS em 2016 (30)
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    Todo o mundo está esperando resultados de mais uma cúpula do BRICS marcada para 15-16 de outubro em Goa, Índia. A Sputnik falou com um especialista em assuntos do BRICS para saber o que significa a mudança de poder no Brasil para o futuro da cooperação entre os cinco países.

    Segundo o diretor do Centro de Monitoramento e Pesquisa Regional da Academia de Economia Nacional e do Serviço Público da Rússia e especialista em economia internacional e regional e países do BRICS, Aleksandr Savchenko, o BRICS não é uma organização, mas uma agenda de países baseada em princípios do direito internacional e em benefício mútuo.

    A situação na Síria, em que alguns países acusam de culpados outros países, preocupa não somente a Rússia, mas todos os países do BRICS, afirmou o especialista em entrevista à Sputnik Sérvia.

    Quanto ao papel do Brasil no BRICS depois da mudança de governo, Savchenko afirmou que neste contexto o exemplo do Chile é muito revelador. Segundo ele, no Chile se estabeleceu um regime imposto pelos EUA para promover seus interesses nacionais.

    "No Brasil existe um regime muito parecido com o do Chile, porque é um capitalismo oligárquico composto por alguns grupos nacionais <…> que têm seus interesses bem pensados. Neste contexto, para o Brasil, como união de atores nacionais muito poderosos, a participação do BRICS <…> é muito importante", disse Savchenko.

    Ele lembrou também que o volume de investimentos chineses na economia brasileira é muito grande. A posição de Rousseff era muito instável e no final de contas a "menina foi afastada". Savchenko disse que é claro que toda a história com o impeachment foi organizada. Entretanto, essa é somente uma parte visível da política.

    "No fundo há forças reais e interesses econômicos reais que trabalham a favor de seus interesses e não nos interesses de alguns controladores de fantoches. Por isso, com certeza que o Brasil continuará participando [do BRICS]", disse.

    Na opinião dele, a vitalidade do BRICS consiste em seu formato revolucionário de agenda. Quando precisam – preenchem-na com um sentido. Surgem mesmo institutos que consolidam a agenda. Por isso, não convém exagerar a possibilidade de saída do Brasil do BRICS.  

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    BRICS em 2016 (30)

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    agenda, cooperação, mudança, saída, especialista, opinião, BRICS, Brasil
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