05:01 24 Setembro 2018
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    Ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antônio Palocci

    Ex-ministro Palocci é preso em nova fase da Operação Lava Jato

    © AFP 2018 / MAURICIO LIMA
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    A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta segunda-feira (26) a Operação Omertà, 35ª fase da Lava Jato, e prendeu temporariamente o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci. Outros dois mandados de prisão temporária, 27 de busca e apreensão e 15 de condução coercitiva também estão sendo cumpridos.

    Palocci, que também foi ministro da Casa Civil no governo Dilma, virou alvo da PF por suspeita de ligações criminosas com a Odebrecht, assim como outros envolvidos na investigação. 

    "Há indícios de que o ex-ministro atuou de forma direta a propiciar vantagens econômicas ao grupo empresarial nas mais diversas áreas de contratação com o poder público, tendo sido ele próprio e personagens de seu grupo político beneficiados com vultosos valores ilícitos", diz a PF. 

    Ainda segundo a PF, as negociações entre o ex-ministro e a empreiteira envolviam a tentativa de aprovar a Medida Provisória 460, de 2009, que tratava de crédito-prêmio do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), aumento da linha de crédito da companhia no Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para um país africano, bem como interferência em licitações da Petrobras para a aquisição de 21 navios-sonda destinados à exploração da camada pré-sal.

    O nome “Omertà”, segundo a PF, é uma referência à origem italiana do codinome que a construtora usava para fazer referência a Palocci (“italiano”), e também ao voto de silêncio que supostamente imperava na Odebrecht e que, ao ser quebrado por integrantes do “setor de operações estruturadas”, permitiu o aprofundamento das investigações. Além disso, remeteria à postura atual da chefia da empresa, que, segundo a PF, se mostra “relutante em assumir e descrever os crimes praticados".

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    Tags:
    condução coercitiva, prisão temporária, mandado de prisão, mandado de busca e apreensão, prisão, Operação Omertà, Operação Lava Jato, Petrobras, Polícia Federal, Odebrecht, Lula, Dilma Rousseff, Antonio Palocci
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