12:37 14 Dezembro 2019
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    Thomas Bach, presidente do COI, durante o anúncio das cinco candidatas a sediar os Jogos Olímpicos de 2024.

    Polícia quer ouvir presidente do COI sobre venda ilegal de ingressos na Rio 2016

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    A Polícia Civil do Rio de Janeiro quer ouvir o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, para esclarecer mensagem de texto em celular apreendido do diretor do Comitê Olímpico Irlandês, Patrick Hickey, pedindo a Bach 500 ingressos extras para a Olimpíada no Rio, informou Agência Brasil.

    Hickey chegou a ser preso por alguns dias no mês passado por suspeita de envolvimento em esquema internacional de venda de ingressos acima do preço impresso nos bilhetes, o que teria rendido US$ 10 milhões aos envolvidos, segundo as investigações da polícia.

    De acordo com o delegado Ronaldo Oliveira, chefe do departamento do Departamento de Polícia Especializada, o presidente do COI não respondeu a mensagem, mas o comitê irlandês conseguiu 296 ingressos extras logo depois. “Seria muito importante ouvi-lo [Bach], já que ele foi citado várias vezes e esclareceria algumas dúvidas e tirar as conclusões necessárias. É importante a oitiva, não apenas dele, mas de outras pessoas”.

    A polícia esperava intimar Thomas Bach como testemunha nesta semana, que viria para a cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos. O presidente da entidade desmarcou a viagem na última hora, com a justifica que precisou ir a um velório de um membro do comitê. Esta é primeira vez na história do evento que o presidente do COI falta à abertura de uma Paralimpíada.

    Ao todo, dez pessoas, todas estrangeiras, foram indiciadas pelos crimes de facilitação de cambismo, associação criminosa, marketing de emboscada, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. Além do irlandês, dois funcionários da empresa inglesa THG foram presos em flagrante pela Delegacia de Defraudações da Polícia Civil com mil ingressos que estavam sendo comercializados por preços elevados. Kevin Mallon, diretor da empresa britânica THG, especializada em ingressos e hospitalidade de grandes eventos, também chegou a ser detido e atualmente cumpre pena domiciliar no Brasil. Ele e Hickey foram indiciados e estão proibidos de deixar o país. Os demais estão no exterior.

    Também estão sendo investigados funcionários da Cartan e Pro10, empresas de revenda autorizadas que repassaram ingressos para a THG. O presidente da THG, James Sinton, já tinha sido investigado por cambismo na Copa do Mundo de 2014. 

    Tema:
    Detenções durante Rio 2016 (18)
    Tags:
    cambismo, Rio 2016, Patrick Hickey, Thomas Bach, Rio de Janeiro, Brasil
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