03:05 23 Agosto 2017
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    Michel Temer e Eduardo Cunha, na Câmara dos Deputados, em Novembro de 2015.

    Votação de cassação de Cunha será em setembro, depois do final do processo de impeachment

    Antonio Cruz/ Agência Brasil
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    Mesmo com a pressão de adversários, a votação do processo de cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ficará para setembro, depois da votação final do processo de impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff, informou Agência Brasil.

    A assessoria do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), informou que o deputado marcou para o dia 12 de setembro a votação do processo contra Cunha no plenário da Casa.

    Na segunda-feira, após pressão de deputados do PSOL, Rede, PT, PCdoB, PDT e PPS, Maia disse que marcaria a data nesta quarta-feira (10), após reunir-se com líderes partidários.

    Os deputados queriam que a votação ocorresse na próxima semana. Já os aliados de Cunha defendiam uma data mais distante, chegando mesmo a apontar o momento depois das eleições municipais de outubro como o mais adequado.

    Com a decisão de Maia, prevaleceu a defesa da base governista do presidente interino Michel Temer, que queria que a decisão sobre o futuro de Cunha, ex-presidente da Câmara, ocorresse depois da conclusão do processo de impeachment de Dilma Rousseff, previsto para o dia 26 de agosto.

    "Isso leva à conclusão de que o Planalto e uma parte da Câmara têm medo de Cunha. É um misto de covardia e conivência. Parecem temer o que ele pode vir a delatar após a sua cassação", disse Alessandro Molon (Rede-RJ).

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    Tags:
    política, impeachment, cassação, Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, Eduardo Cunha, Brasil
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