09:01 29 Setembro 2020
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    A uma semana da abertura dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil decidiu destituir, por razões políticas, o mestre de cerimônias do evento, o Embaixador Fernando Igreja, responsável pela organização da recepção dos chefes de Estado.

    De acordo com fontes citadas pela Reuters, Igreja foi afastado do cargo devido a suas ligações com o governo da presidenta afastada Dilma Rousseff. Ele  foi chefe de protocolos do Itamaraty, em Brasília, por três anos e meio.

    O governo interino quer que a saída de Igreja, que assumirá a embaixada brasileira em Cuba, seja vista como uma mudança de rotina.

    A informação oficial do Itamaraty é que o embaixador pediu para sair do cargo para iniciar seu período no exterior. O próprio Igreja teria dito aos seus círculos próximos que estava cansado e repetido a versão oficial de que havia surgido a oportunidade de assumir a embaixada em Havana.

    A mudança repentina causou apreensões na organização dos Jogos, particularmente entre os diretamente responsáveis pela recepção e segurança dos chefes de Estado que assistirão à cerimônia de abertura, no próximo dia 5 de agosto..

    Um dos problemas é a falta de um substituto adequado, porque embora haja outros funcionários assumindo as funções do dia-a-dia, nenhum tem a autoridade de Igreja.

    Além disso, uma das fontes citadas pela Reuters disse que a saída do diplomata a uma semana do início dos Jogos não se justifica, porque ainda vai demorar vários meses antes que ele assuma a Embaixada em Cuba.

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    Tags:
    recepção, segurança, chefes de Estado, embaixada, governo interino, cerimônia, abertura, cerimonial, mestre de cerimônias, Olimpíadas, Rio 2016, Palácio do Planalto, Itamaraty, Dilma Rousseff, Fernando Igreja, Cuba, Brasil
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