11:12 09 Dezembro 2019
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    Wilson Trezza, diretor-geral da Abin, durante o Seminário Internacional Enfrentamento ao Terrorismo no Brasil.

    Atividade do Daesh faz inteligência argentina intensificar cooperação com Brasil

    Agência Brasil / Valter Campanato
    Brasil
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    Rio 2016 (253)
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    Como descobriu a Sputnik, as fontes do Serviço de Inteligência argentina estão preocupadas com o aumento de casos de recrutamento de latino-americanos nos últimos meses pelos terroristas do Daesh e pelas atividades de uma célula do grupo argentino já identificado.

    A presença do Daesh no Brasil e na Argentina já é um fato confirmado, bem como o recrutamento de argentinos e brasileiros para as fileiras do "Estado Islâmico".  Este aspeto pode se tornar uma grave ameaça para os dois países latino-americanos, porque os cidadãos podem retornar ao país e realizar um ataque sem que ninguém aperceba. 

    ​Os contatos dos serviços de inteligência dos dois países na troca de informações têm sido intensificados nos últimos meses. Como resultado deste trabalho, os agentes concluíram que os Jogos Olímpicos revelam a vulnerabilidade dos serviços de segurança brasileiros. Nas últimas horas eles reconheceram que existe uma célula do Daesh na província de Corrientes, que faz parte do chamado "Marco das Três Fronteiras". No entanto, o governo de Mauricio Macri ainda o não confirmou oficialmente.

    A inteligência brasileira admite que o mais preocupante é o fato de recrutamento de cidadãos brasileiros. Em agosto, mais de 10.000 atletas e pelo menos meio milhão de turistas estrangeiros visitarão os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro.

    ​Anteriormente, Luiz Alberto Sallaberry, diretor de departamento de contraterrorismo da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência), advertiu em um comunicado: "Eu não estou dizendo que o ataque vai acontecer, eu estou dizendo que é a primeira vez quando a possibilidade de tal ataque no nosso país aumentou significativamente". 

    Por outro lado, o coordenador-geral de Segurança Pública, Cristiano Barbosa Sampaio, afirmou que não existe  "uma ameaça concreta contra o Brasil", o país está permanecendo "em estado de alerta amarelo. Isso significa atenção e a capacidade de resposta maior em comparação com qualquer outro momento, alerta verde", disse Sampaio. 

    Espera-se que a Agência de Inteligência treine mais agentes de segurança para evitar qualquer possibilidade de ataque. Mais de 80.000 membros das forças de segurança vão monitorar a segurança de 10.500 atletas, membros das delegações, jornalistas e turistas de todo o mundo, o que significa duas vezes mais em comparação com os jogos de Londres de 2012. 

    Em abril a Agência Brasileira de Inteligência confirmou como verídicas as ameaças feitas pelos extremistas do Daesh de realizarem atentados no Brasil durante as Olimpíadas e Paralimpíadas, em agosto e setembro. Os avisos foram feitos em uma conta no Twitter por um dos líderes do grupo, o francês Maxime Hauchard.

    A mensagem foi publicada em novembro, uma semana após os atentados que deixaram 129 mortos e dezenas de feridos na França, mas só foi divulgada agora pelas autoridades brasileiras.

    "Brasil, vocês são nosso próximo alvo. Podemos atacar esse país de m…", diz a mensagem.

    Em junho a imprensa francesa comunicou que um integrante brasileiro do Daesh está planejando um atentado durante os Jogos Olímpicos Rio 2016. O objetivo seria atingir a delegação francesa durante a competição. 

    O então diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Wilson Trezza, por sua vez afirmou em entrevista  que o Brasil "ainda não foi informado" da possibilidade de ocorrência de um atentado terrorista contra a delegação da França, durante a realização dos Jogos Olímpicos.

    Os Jogos Olímpicos de Rio de Janeiro serão realizados entre 5 e 21 de agosto de 2016.

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    Rio 2016 (253)

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    Tags:
    recrutamento, serviço secreto, cooperação bilateral, terrorismo, Jogos Olímpicos, Abin, Daesh, Luiz Alberto Sallaberry, Maxime Hauchard, Wilson Roberto Trezza, Argentina, Brasil
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