16:30 26 Setembro 2021
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    FAB: com alerta para drones, balões e terroristas, começa dia 24 defesa aérea dos Jogos

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    Como forma de prevenção a possíveis ataques terroristas, a Força Aérea Brasileira (FAB) começa no dia 24 de julho as restrições ao espaço aéreo do Rio de Janeiro. Em coletiva à imprensa, a FAB avisa que as aeronaves que não cumprirem as regras estipuladas vão ser interceptadas durante o voo.

    Em coletiva à imprensa, a Força Aérea Brasileira apresentou os detalhes do esquema de controle e defesa do espaço aéreo brasileiro, que vai contar com mais de 15 mil militares e 80 aeronaves fazendo a segurança da cidade durante o período dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

    Segundo o Major Brigadeiro Jordão, as ações da FAB na abordagem de aeronaves não identificadas, incluem a verificação, interrogação, pouso forçado, modificação de rota, tiros de aviso e detenção da aeronave hostil.

    "O tiro só é realizado em uma aeronave considerada como hostil, porque ela já deu provas suficientes que tem a intenção de cometer o ilícito. 99% das situações são resolvidas antes de chegar a necessidade de se fazer um tiro de aviso ou então, um tiro de detenção."

    O esquema de restrições do espaço aéreo está dividido por áreas e cores: Branca, Amarela e Vermelha.

    De 24 de julho a 22 de agosto, entrará em vigor a Área Branca, de tráfego reservado, que abrange grande parte do Estado do Rio de Janeiro, de Angra dos Reis a Cabo Frio, e do Oceano Atlântico até quase a divisa com o Estado de Minas Gerais. A restrição será retomada de 7 a 19 de setembro para os Jogos Paralímpicos.  

    Na Área Branca, não serão permitidos voos de treinamento, de instrução, comerciais e turísticos, além de operações com paraquedas, parapentes, balões, dirigíveis, ultraleves, aeronaves experimentais, asas-delta, pulverização agrícola, reboque de faixas, aeromodelos, foguetes e os populares drones.

    Já de 3 de agosto, quando começam os jogos de futebol, até o dia 22 de agosto, será ativada a Área Amarela, de tráfego restrito, que inclui os aeroportos Santos Dumont e Internacional Tom Jobim, o Galeão, incluindo ainda a região que vai de Niterói a Grumari, na zona oeste do Rio, e de Nova Iguaçu ao Oceano Atlântico. Apenas aeronaves devidamente autorizadas poderão trafegar nesses locais.

    Ainda de acordo com o Major Brigadeiro Jordão, a área mais restrita, é a Vermelha, de tráfego proibido, que vai entrar em vigor nos momentos de competição. A área Vermelha abrange 7,4 quilômetros de raio ao redor dos complexos esportivos da Barra, Deodoro, Maracanã, Engenhão e Copacabana. Nesses locais só vão poder sobrevoar aeronaves com autorização expressa do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra). As restrições vão até o fim dos Jogos Paralímpicos no dia 19 de setembro.

    "Só está autorizado o voo na área vermelha, para aeronaves que estejam diretamente envolvidas com a segurança do evento, altas autoridades do governo brasileiro classificadas pela Casa Civil, e pela empresa que foi contratada pelo Comitê Olímpico, que é a OBS para fazer as imagens."

    Sobre possíveis ameaças terroristas, o Tenente Brigadeiro Aquino, da Força Aérea Brasileira, destacou que as Forças Armadas estão preparadas para combater e coibir qualquer ação.

    "As ações da inteligência, que não são única e exclusivamente das Forças Armadas do Brasil, mas das agências de inteligência do governo, e em coordenação com as demais agências de inteligência no mundo, principalmente as mais avançadas americanas e europeias, estão trabalhando de forma conjunta no sentido de que todo e qualquer informe existente dentro desse tipo de atividade, que ele seja passado, que seja montado e processado um mosaico, e que a partir daí teremos uma capacidade de análise de risco de acontecer ou não um evento dessa natureza."

    A Força Aérea Brasileira informou ainda que na região da Barra da Tijuca a Área Vermelha vai ficar ativa 24 horas por dia para proteger a Vila dos Atletas. O Aeroporto de Jacarepaguá, que fica a uma milha e meia do Parque Olímpico, será usado apenas para operações de segurança. 

    Para impedir a operação de drones, populares na captação de imagens, a defesa do espaço aéreo adquiriu equipamentos capazes de causar a interferência no sinal do equipamento, para que seja forçado a pousar. Outra preocupação da FAB é com relação aos balões, que vão ser combatidos com trabalho de superfície para evitar que sejam soltos. A Aeronáutica pede neste caso, a ajuda da população que tenha consciência do risco que o artefato pode representar para a segurança de todos.


    Tags:
    Brasil, Rio de Janeiro, Força Aérea Brasileira (FAB), segurança, Jogos Olímpicos, Jogos Rio 2016, restrição aérea
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