02:39 26 Setembro 2017
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    Produtor Brad Montana
    Divulgação

    Produtor pornô: Fui inocente, história fugiu ao meu controle

    Brasil
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    As filmagens de uma produção de conteúdo adulto na Praia do Recreio, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, estão causando polêmica nas redes sociais do Brasil e do exterior. As cenas de sexo explícito gravadas nas areias da praia vazaram na internet e agora a situação virou caso de Polícia, que investiga se foi cometido crime de ato obsceno.

    Em entrevista exclusiva para a Sputnik, o dono da produtora BM Vídeo, Brad Montana, responsável pela filmagem afirma que em nenhum momento quis desrespeitar os cariocas. 

    O produtor e diretor do filme alega, que inicialmente as cenas íam ser gravadas em um estacionamento privado, na Praia da Reserva, mas como o acesso ao local estava bloqueado a entrada de veículos, Brad Montana decidiu usar uma área da praia, próxima a um outro estacionamento também fechado, porém, antes se certificou que a região estava totalmente deserta para evitar problemas. No local tinha um quiosque com quatros pessoas, sendo que duas eram ligadas ao estabelecimento, que disseram não tinha problemas em gravar ali.

    “Eu percebi que a praia estava muito deserta e que havia um outro estacionamento antes do que eu pretendia gravar. Parei em um quiosque, um dos poucos que estavam aberto. Tinham 3 ou quatro pessoas ali, sendo que duas eram funcionários do quiosque e expus a situação para eles. Será que não vai ter problema eu gravar aqui? Será que dá para fazer aqui? Eles disseram que dava. Eu perguntei vocês olhariam? E eles responderam que tudo bem. Eu fiz a gravação em um lugar onde tem prédios, não tem casa, não tem comércio, ou seja, de frente não tem absolutamente nada, é o final da Praia do Recreio. Era uma tarde fria, nublada e que sequer havia um banhista na areia ou no mar, nem pescador tinha.”

    Brad Montana acredita que as pessoas que estavam no quiosque empolgados acabaram postando o vídeo nas redes sociais, mas acha que foi sem intenção de causar tanta polêmica.

    "Vazou sem maldade. Eu tenho certeza. Deve ter comentado com amigos em grupos de WhatsApp do tipo: olha gravaram um filme pornô aqui. Aí as imagens começaram a ser compartilhadas, e a informação foi sendo deturpada, ganhou nova data, horário, ganhou novo local. Falaram que eu gravei nos postos 10 e 12 do Recreio. Essas informações são improcedentes. Onde eu gravei em dias ensolarados há movimentação, mas naquelas circunstâncias ali eu avaliei isso. Não sou uma pessoa incoerente, irresponsável ou leviana."

    Com as imagens na rede, Brad Montana e os atores que participavam das cenas estão sendo xingados, recebendo ameaças, e acusados de manchar a imagem do Brasil e do Rio de Janeiro, principalmente em um momento em que os olhos do mundo estão voltados para os Jogos Olímpicos na cidade. O produtor diz que se arrepende de ter sido tão ingênuo em confiar nas pessoas que estavam no local.

    "Eu não estou denegrindo a imagem do Rio de Janeiro, eu lamento que essa conotação tenha sido dada. Lamento muito, porque eu sou o carioca chamado de carioca da gema. Eu adoro praia, inclusive frequento as praias da Barra e do Recreio. Eu não imagina que isso fosse repercutir dessa forma. Eu queria que as pessoas compreendessem que não houve constrangimento de ninguém, não haviam idosos, senhoras, crianças, ninguém. Foi um ato sexual sim, na Praia do Recreio, que deve ser entendido como uma obra de arte. Já foram gravadas várias cenas como essa em praias. Eu acho que é a primeira vez que isso repercute assim. É um fato novo em decorrência da mídia ter mudado. A internet hoje tem se revelado um máquina de fazer notícia. Eu fui um ingênuo por permitir que os caras ficassem tirando foto e filmando com o celular."

    O produtor e os atores foram convidados a comparecer nesta sexta-feira (15) até a delegacia da Barra da Tijuca, que investiga o fato para prestar esclarecimentos sobre o caso. 

    Tags:
    ato obsceno, Jogos Rio 2016, pornô, repercussão, crime, Jogos Olímpicos, filme, polícia, Polícia Civil, Brad Montana, Rio de Janeiro, Brasil
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